Poema de Edson Angelo Muniz

 

 

Trabalhador mola do mundo

 

 

Quando amanhece, quando um novo dia vem,
A cidade se aquece, fica toda em polvorosa.
É um corre-corre muito do assustador!
Cada ser leva consigo fé, e esperança tem,
de que seu dia será um mar de rosa,
e que será próspera a faina de todo trabalhador.

E essa azáfama, que é necessária ao mundo,
se repete em todo lugar,

ano após ano, década após década...
E o trabalhador, sofrido, oprimido, segue seu quinhão,
tendo a certeza do dever cumprido...

E de que o seu suor sagrado
não deixará faltar em sua mesa o sagrado pão...
E que ele contribuiu para o crescimento da Nação!

Nação! País que é construído pelo trabalhador,
pedra sobre pedra, tijolo por tijolo, sonho por sonho...
Mas, às vezes, o trabalhador é esquecido pela sociedade.
Às vezes, ele só é lembrado com mais ênfase, com alegria,
— chega a ser covardia essa descarada rejeição —,
no dia Primeiro de Maio e em época de eleição...

 

 

 

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