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Comentários sobre o livro

 

 

 

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LIVRO: O ROBÔ DE BOM CORAÇÃO – MUNIZ, EDSON.

 

Existem muitas estórias. Mas existe uma estória de ficção na vida real de cada ser. Assim será preciso refletir até que ponto separar o imaginário da realidade? Pois a arte, manifesta em literatura, muitas vezes revela as fantasias de uma época e desoculta o que se gostaria de fazer mais do que o que se faz. Então, a surpreendente capacidade de transformar pela literatura fantasia e realidade é o que nos convida o autor, quando se mesclam nas páginas deste livro as aventuras e desventuras de ser e estar no mundo.

Neste livro, ao evocar seus pensamentos sobre a tecnologia e os avanços da modernidade entre a discussão de valores e sentimentos, Edson traz a lume uma obra bem ituiutabana, pois não vem sozinho, traz consigo toda uma junção de constelações tijucanas: as leituras iniciais dos rascunhos couberam à sua irmã, professora e escritora Ednair Ângela Muniz, as ilustrações, bem como a capa, sob a responsabilidade de Edgar Franco, o prefácio lavrado por Neusa Marques Palis, o autor reafirma o convite a valorizar os talentos locais, recusando-se à ideia de que possam ser aprioristicamente considerados.

Estampadas nas páginas há o enfatizar das pessoas e relações, dos lugares e sentidos, em que são produzidos e, desta forma, publicar mais um livro que tende a basear-se em estórias que juntas constroem outras estórias. A interpretação contextualizada de algumas noções – ser humano, máquina, pessoa, infância, suspense, imaginação – seguida por outras questões – universo, planeta Terra, tecnologia, ciência – utilizadas pelo autor ao falar e descrever, narrar e escrever ou instrumentalizadas em suas interações pelo texto, indica quais as possíveis aspirações, ora como adulto, ora como criança, intercalando suas posições de protagonista e de expectador. É esse também o convite que a leitura nos faz, pelas mãos de Edson, acompanhadas pelo conjunto da obra. Simplificando: em que estágio estamos hoje em dia? Graças aos progressos da Ciência e a evolução das mentalidades, da aparente inversão de valores sentimentais e morais e da aspiração em espiritualizarmos atitudes, tais esferas apresentam-se por vezes, dissociadas entre si. Contudo, sinal de tempos paradoxais, jamais tivemos tanta vontade de reuni-los. Quer queiramos ou não, essa longa história ainda vive em nós e, com certeza: O robô de bom coração é herdeiro dessa história que reescreve as possibilidades de novas escolhas que nos são oferecidas e das capacidades de transformações para um (novo e breve) futuro.

Finalmente, nesse cenário de ficção e concreto, de utopias e factos, Edson Muniz escreveu romances e poemas, publicou artigos em jornais e revistas, participou de produções acadêmicas e literárias. Em prosa e verso, ele expressou seus sonhos e sua realidade; em papéis ou frente à tela do computador, publicizando seus escritos, e por agora nos traz nova publicação, experimentando uma nova prática de escrita e insinuando-se por novos e até então (des)conhecidos O robô de bom coração. O livro materializado e fecundado por tantas e singulares ideias, só nos resta o desejo muito humano de que sua leitura estimule muitas outras vontades de escrever e ler, criar e recriar, afinal, existem muitas estórias.
 

Nima Imaculada Spigolon

Acadêmica da ALAMI, professora e escritora.
 

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Querido e amado primo Edson Angelo Muniz, a Apresentação do Autor e o Prefácio do livro ‘O robô de bom coração’ já dizem que a estória é incrivelmente fantástica, imagino que os seus pensamentos devem ter extrapolado a órbita terrestre em busca desta obra.

Parabéns, Primo, fico lisonjeado desta sua magnitude artística e de ser seu parente.”

             Nilton Roberto Muniz Barbosa
             Advogado - Uberlândia - MG

          

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“Caro Edson:

 

‘Só fazemos bem aquilo de que gostamos. (...) De que serve a aplicação onde é preciso a inspiração?’

Colette

 

‘Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando.’

Picasso
 

‘O sábio que não diz o que sabe, é como a nuvem que passa e não traz chuva.’

Pensamento árabe
 

Essas mensagens são um pouco desse sujeito: inteligente, simples, criativo, trabalhador, núcleo de família... Isso é o cidadão, é o amigo Edson Muniz.

 

Edson, atitude como essa justifica porque você e o tempo não param. Você é um dos patrimônios tijucanos.

 

Envio-te meus parabéns e forte abraço pelo lançamento do seu novo livro.”

          Simeão Rosa
          Geógrafo

        

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“Em ‘O robô de bom coração’ a narrativa engenhosa conduz o leitor com um didatismo disfarçado: levados pela imaginação e pelo humor inteligente de Edson, nem nos damos conta da lição de história da robótica que acabamos aprendendo, ou seja, a aparente simplicidade de seus capítulos esconde os numerosos conflitos e incontáveis possibilidades que podem surgir. [...]”
 

Nima Imaculada Spigolon

Acadêmica da ALAMI, professora e escritora.

        

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Há dias eu estava namorando o Erik. Conheci-o no dia 24 de março de 2011, em um lançamento de livro do escritor Edson Angelo Muniz. Pareceu-me um rapaz em quem se podia confiar. Bom coração, boa índole, mas muito sofrido. Falaram-me muito bem dele. Teceram-lhe muitos elogios. Disseram-me que ele tinha um grande amigo. Um robô de bom coração. Fiquei curiosa. Como um robô poderia ter bom coração? Robô não tem coração! No máximo, tem porcas e parafusos e no lugar do cérebro um chip made in Japan, mas coração, não. Então aquela amizade chamou-me a atenção.

Levei-os para casa, Erik e o robô, e fiquei a namorá-los. Quando tivesse tempo daria um jeito de conhecê-los melhor. Eu passava para lá com um cesto de roupas para lavar e dava uma olhadinha sorrateira para ver se ainda estavam ali. Eles me espiavam, chamativos. Passava de volta com a vassoura na mão e olhava novamente. Sentia uma atração quase irresistível. Na hora de preparar as aulas da semana, a vontade era largar tudo, me sentar e conversar com Erik, mas não dava, a obrigação era maior que a diversão.

Durante quase um mês eu os namorei, até que, finalmente, pude conhecê-los melhor.

Descobri que Erik havia perdido a mulher e o filho em uma fúria da natureza que devastou sua fazenda. Desencantado e sem nenhuma perspectiva de vida, embrenhou-se em uma viagem sem destino. Descobriu um laboratório subterrâneo onde morava o robô RC 1.500 que viera buscar solução para salvar Cetro, seu planeta natal. Após encontrar solução para salvá-lo deixaram-no aqui para tomar conta do laboratório que construíram para fazer pesquisas.

Erik e o robô ficaram amigos e juntos desenvolveram um projeto, agora, para salvar o planeta Terra da destruição total pelo aquecimento global. Tornaram-se heróis anônimos deste planeta que se encontra em franca destruição pela ganância desenfreada dos homens que nele habita.

Ao terminar de ler o livro, eu, que até então estava apenas namorando-os, senti-me completamente apaixonada por seus personagens: Erik e RC 1.500, “O ROBÔ DE BOM CORAÇÃO”, título do livro escrito por EDSON ANGELO MUNIZ, esse ituiutabano talentoso e sensível, que com sua inteligência nos mostra que com amizade e amor é possível encontrar soluções para resolver qualquer problema por mais complexo que seja.

Se no planeta Terra existissem mais Eriks, Robôs de bons corações e Edsons Angelos Munizes, talvez já tivessem encontrado solução para salvá-lo.

Parabéns, Edson, por esta obra-prima.

Eu, como professora de literatura, recomendo a todos os professores que incentivem seus alunos a ler este livro, pois sua história transmite, além de conhecimentos científicos, conceitos morais que podem moldar o caráter do aluno, formando cidadãos éticos e responsáveis pelo planeta em que vivem.

          Valnice Pereira
          Professora, escritora, acadêmica da

ALAMI — Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba

 

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Olá, meu bom amigo, Edson!
 

Peço desculpas pela falha de não informar que a nave que trazia “O robô de bom coração” já pousou em Vacaria já há um bom tempo.

Ainda não iniciei sua leitura porque alguém “furou” a fila e começou a leitura antes de mim: meu filho de 9 anos! Estou muito feliz com esse interesse dele por seu livro, o que me dá esperanças quanto ao futuro, e refiro-me aqui ao futuro de meu filho e ao futuro d”O Robô de Bom Coração”, pois o fato de meu filho ter gostado é um indicador muito positivo da qualidade do livro.

Quanto a mim, quero ler o Robô nos próximos dias, para poder então lhe dar minha opinião.

          Jocir Prandi
          Escritor — Vacaria, RS
 

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Prezado Escritor, Dr. Edson Angelo Muniz.
 

Em sua companhia e junto com as personagens Erik e RC 1.500, vaguei devagar, divagando por essa sua cria: ficção de um mundo onde tudo transcende, deslumbra, embevece... Seria como um mundo se realizando em desejos!... Quero destacar: na complementação das maravilhas dessa obra, que levam a sonhar, juntam-se os desenhos das capas do livro e a cor dourada de suas páginas. E o bom mesmo é que divagar por este livro: “O ROBÔ DE BOM CORAÇÃO” é sonhar, realmente.

Mas, como elevar-se ao topo de tamanha riqueza literária?

Sê-lo-ia possível tentando subir por um pau-de-sebo? Ah! E a sua humildade no agradecimento aos seus participantes nessa obra! Admirável sentimento, ó “homem de bom coração”! É tanto esse seu sentimento, que seu coração não morrerá, “doar-se-á para o museu”.

E parabéns, companheiro, pela obra gigante. Digo com sinceridade: não compreendo como Neinho e dona Dorcina conseguiram semente para árvore literária tão frutífera, que é o danado Edson Angelo Muniz.

Doutor, parabéns mesmo. Você é um desafio.

E olhe: eu quero parabenizar também a Acadêmica Neuza Marques Palis pelo prefácio do livro “O ROBÔ DE BOM CORAÇÃO”. Se não é doce ler gênio de tamanha envergadura! Confesso que a escolha dela para o prefácio de “O ROBÔ DE BOM CORAÇÃO” fora a propósito, o balaço acertou de cheio a mosca.

E o Edgar Franco?... Sua arte... Não digo nada... Mistérios!...

Mas, imagine esse disparo, em conjunto, destes três balaços (Balaços Edson Muniz, Neusa Marques e Edgar Franco), sobre essa mosca... Que mosca?... — Pummm!... Sobrará mosca para alguém?...

Cuidado com o safado do Luiz Vilela! Respeito! Muito respeito!

Meu companheiro Edson: o abraço de quem o admira.

 

Reinaldo Gouveia Franco

Escritor — Goiatuba, GO

 

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Olá, amigo Edson!

 

Ontem à noite concluí a leitura de seu livro. Quero parabenizá-lo pela ótima qualidade de “O robô de bom coração”, que começa a se mostrar pela capa, que é muito bonita e colorida, e pelas ilustrações, passando pela história em si, que é muito criativa e envolvente, terminando na mensagem que passa e nas emoções a que nos induz.

Embora o livro não seja claramente voltado para o público infanto-juvenil, penso que seja adequado para crianças e adolescentes que estejam passando da leitura de livrinhos curtos e gibis para livros mais longos, pois traz o ingrediente sempre bem-vindo da fantasia, tem um texto de fácil compreensão e evoca bons sentimentos, como a amizade e a ternura, e convida a reflexões, especialmente, no caso que se refere ao nosso meio ambiente.

Meu filho, após a leitura de “O Robô de Bom Coração”, engrenou no hábito da leitura. Hoje mesmo, buscarei mais alguns para ele na Biblioteca Pública Municipal, que tem um ótimo acervo.

Então, amigo Edson, ao menos aqui em casa, o RC 1.500 cumpriu bem sua missão.

Parabéns!

Um grande abraço!

 

Jocir Prandi

Escritor - Vacaria - RS

 

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Olá, Primo Edson!

 

Foi com pesar que li a última página de seu livro ontem à noite. Já estava acostumada a deliciar-me com algumas páginas da história de Erik todos os dias antes de dormir. Confesso, porém, que foram poucas noites, porque a leitura seduzia-me de tal forma que eu sempre lia mais, ou bem mais do que o planejado. Fiquei fascinada pela "ideia" ou "possibilidade" de salvar o Planeta Terra, ainda que na ficção, principalmente começando pelo Triângulo Mineiro; quanta honra, hem?

Parabéns, primo! Se já gostava de seu trabalho, após a leitura de "O robô de bom coração", passei a admirá-lo muito mais.

Estou sugerindo, agora com entusiasmo, a leitura deste livro tão interessante.

 

Marleida Parreira Rocha

Professora - Ituiutaba, MG

 

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O robô de bom coração

 

 

É... Primeira semana de férias... A faculdade, em fim de semestre, é muito apertada, tão apertada que nestes dois meses anteriores adquiri o livro “O robô de bom coração” e ele me acompanhou literalmente na cabeceira da cama, me esperando, e eu sem tempo para me dedicar a ele com a exclusividade que certamente merecia.

No primeiro mês de namoro decidi iniciar a leitura; porém, ao ler o prefácio, fui chamado a atenção por Neusa Marques Palis: “esta é uma história de linhas e entrelinhas”. Pronto, fechei o livro, queria ler com total dedicação e só agora, de férias e com tempo direcionado para leituras mais agradáveis, pude, enfim, com dois meses de atraso, ler e viajar com o meu amigo, Edson Angelo Muniz, e seu “O robô de bom coração”.

Foi com a sugestão de Neusa Palis que li, e com mais atenção ainda reli, esta deliciosa história de Erik e RC 1.500, o robô de bom coração. Sentimentos pululam a todo o momento, levando-nos a rir e a nos emocionar em pequenas diferenças de linhas e entre cenários aterrorizantes, laboratórios e máquinas futuristas, e também cenários de exaltação da bela Natureza, tão bem descrita pelo Edson Muniz e algumas vezes ilustrada por Edgar Franco, que em certos momentos até nos furta a necessidade de imaginar.

Nota-se a mensagem de recomeço, de fé, amizade e principalmente esperança de que pode melhorar, basta ao menos começar. A amizade criada e construída por Erik e o Robô RC 1.500 ao longo dos dez anos (anos-terra) em que se passa essa história, promove o Robô outrora chamado de Robô Cobaia a Robô Camarada. Ora, se robô não tem coração, o mesmo não se pode dizer sobre o RC 1.500, que além de expressar sentimentos, não mentir, cultivar a amizade, tem a vontade de ajudar o planeta Terra, que por meio de Erik adotou como seu, mostrou que ele não apenas tem um coração, e sim, “um Bom Coração”.

Momento mais oportuno não há para tal discussão, devido às preocupações recorrentes, com o meio ambiente e a urgência de se tomar atitudes de relevância para amenizar o efeito estufa. Aí é que vem a verdadeira mensagem do livro. Em suas linhas, mostra soluções mirabolantes, que infelizmente não dá para serem executadas em curto prazo; porém, nas entrelinhas percebe-se que a conscientização é o maior remédio para, se não combater, pelo menos frear com urgência esta ganância velada por destruição do meio ambiente, em prol do progresso. Se o robô do livro se conscientizou sobre a importância de preservar, por que não incutir este pensamento nos jovens que daqui a pouco estarão no comando da Nação?

Certa vez Edson me contou sobre o sonho que serviu de inspiração para este seu livro, mas inspiração mesmo foi o que não lhe faltou para criar situações, personagens, cenários e ainda passar esta mensagem de paz e esperança para quem lê. Aliás, o livro deveria ser leitura obrigatória para adolescentes, tão ligados a jogos eletrônicos e produtos descartáveis.

Gostei muito dos personagens, da história em si, porém a conclusão a que cheguei foi na verdade uma consolidação, ao encerrar pela segunda vez a leitura: Edson Angelo Muniz é sem dúvida um ser humano, um homem, um cidadão de bom coração. Ele deixou ainda mais orgulhosa sua professora da quarta série e amiga, minha mãe Márcia Antônia, enquanto eu, só posso lhe desejar: sucesso, amigo!

 

Lúcio A. M. Arantes

Escritor, aluno do Curso de História na UFU, Campus de Ituiutaba.
 

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“O Robô de bom coração”,

livro de Edson Angelo Muniz


 

Título ingênuo para história bem alinhavada, com preocupações pertinentes à atualidade. Ao leitor desavisado passa despercebido que muita pesquisa permeia o texto imaginativo, de leitura fácil.

Bem oportuno o paralelo entre a Terra, ameaçada de extinção, e o fictício Cetro, também em risco de desaparecer. Com uma diferença: o nosso pobre planeta é agredido pela ingerência humana, e o orbe inventado pelo criador do bonzinho robô sofre os efeitos de transtornos astronômicos. O que, afinal, não absolve os seres inteligentes do Universo; é viável crer que o caos espacial se enraíze em atitudes de seres planetários daqui ou alhures.

Lixo tecnológico polui o espaço. Hipoteticamente poderia mudar a rota de cometas, desorganizar as leis da Astronomia e, em consequência, a vida ao longo de atalhos imprevistos.

“O robô” é original desde o índice. Ao invés de título, as palavras iniciais dos capítulos remetem à página correspondente, e as primeiras letras compõem o acróstico: EDSON ANGELO MUNIZ.

Pessoas do círculo afetivo do Autor “emprestam” os nomes invertidos a personagens: Rainha Enila, Príncipe Oten, Comandante Ziul.

Ponto final, e a pergunta: E depois? A trama pede sequência, e o segundo escalão está a postos. Quem sabe no volume II a malvada Aia Eneicla ou o pérfido Astrólogo Etiel vai infernizar a vida do bom robô? Aguardemos.
 

Alciene Ribeiro Leite

Escritora e jornalista - Ituiutaba, MG

 

 

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[...]

 

Não poderia deixar de citar o livro “O robô de bom coração”, um infanto-juvenil de Edson Angelo Muniz, conterrâneo e amigo. Uma prosa envolvente, um livro muito bem escrito. A história é um manifesto ecológico, que não cai na armadilha da defesa vazia, do discurso sem reflexão e sem argumentos.

Tenho o hábito de escrever sobre todos os livros que leio, antigamente com o intuito de resenhá-los. Mantive a mania, mas abandonei a motivação. Sobre “O robô de bom coração”: “o livro trata da necessidade que um tem do outro — o que está representado pelos dois sóis de Cetro”. “Um homem desrespeita o outro se invade o espaço alheio sem autorização. E invade o espaço do outro quando polui, consome, devasta.” “Não existe independência.” E assim por diante. São frases, reflexões que a leitura d’O robô de bom coração me trouxe.

 

Whisner Fraga
          Escritor - São Paulo

 

Extraído de

http://whisnerfraga.wordpress.com/2011/04//

 

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Pequeno tratado para a salvação das coisas         

Quando o Edson Angelo Muniz me escreveu perguntando se podia publicar no jornal de Ituiutaba um breve comentário que postei em meu blog, a respeito de seu livro “O robô de bom coração”, consenti, claro, mas também pensei que seria interessante esmiuçar as observações, depurar o meu pensamento, escrever algo um pouco mais completo. O livro do Edson está muito bem escrito e é uma obra que me tocou, especialmente. Primeiro por ter ouvido do próprio autor que o ponto de partida havia sido um sonho. Eu sou muito suscetível à influência do sonho, o que me levou a interpretar aquelas palavras com uma fatalidade que talvez elas não carregassem.

“O robô de bom coração” conta a história de um extraterrestre que veio para nossa Terra em busca de uma solução para salvar seu planeta Cetro. Trata-se, sem dúvida, de um manifesto ecológico, que se sustenta por não cair no lugar-comum da defesa vazia, do discurso sem reflexão e sem argumentos. Tenho o hábito de fazer anotações sobre todos os livros que leio — isso me serve enormemente e serve também à minha literatura. São influências que vou digerindo ao longo do tempo e aplicando como arrimos intelectuais em meus contos e romances. Algumas impressões minhas a respeito da obra de Edson Muniz: “o livro trata da necessidade que um tem do outro — o que está representado pelos dois sóis de Cetro”. “Um homem desrespeita o outro se invade o espaço alheio sem autorização. E invade o espaço do outro quando polui, consome, devasta.” “Não existe independência.”

Eu sou engenheiro, fascinado por mecanismos autômatos, o que me fez encarar a dualidade do título – máquina versus sentimento, com deslumbramento e admiração. Vejo o mundo atual com aquele olhar de James Lovelock, a Terra como uma entidade viva, que toma suas decisões. Por isso, não tenho muitas dúvidas sobre a extinção do homem – não do planeta, mas do homem. Parece que a partir da industrialização, quando percebemos que nossa inteligência havia nos dado o poder de controlar as máquinas, colocando-as para trabalhar por nós, para agilizar nossas vidas, a partir deste momento, o homem veio se distanciando cada vez mais de sua humanidade. Podemos perceber que acontece justamente o inverso no “Robô de bom coração”, o processo de humanização de uma máquina. A outra personagem é um homem dilacerado pela perda da família e que começa a se bestializar, mas encontra na amizade uma possibilidade de salvação.

A sociedade hoje não se importa com o outro, com o semelhante, e por isso invade, pilha, mata, rouba, polui. Os poucos idealistas não conseguirão deixar um planeta decente para as próximas gerações, isso é certo. A independência de cada um só existiria mediante o respeito e o amor. O robô nos dá a dica: devemos deixar de nos brutalizar, mas será que é possível se não conseguimos deixar de xingar algum motorista no trânsito, se não podemos deixar de maltratar um subordinado no trabalho, se não deixamos de fofocar sobre a infelicidade de nossos colegas, se não pensamos duas vezes antes de brigar, de ameaçar, de punir? É quando leio obras como este “Robô de bom coração” que me convenço cada vez mais que a salvação para o homem está na arte.

Whisner Fraga

Escritor - São Paulo

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Caro Edson,

 

Boa tarde!

 

Acabei de ler "O Robô de Bom Coração", livro que me presenteou.

Registro aqui meus agradecimentos, pelo presente, mais uma vez. E pela oportunidade de ler a obra.

A história é fantástica, envolvente e muito bem direcionada para o problema que envolve a todos nós, a preservação da natureza. 

Fantástica a ideia de mostrar como um ser "de fora", alienígena, é que percebe, valoriza e cuida muito mais do que nós. A perspectiva do "outro", "externo" é fundamental para nos despertar para aquilo que nós, imersos na natureza, deixamos de observar.

Devo registrar que, não só a história é fantástica, envolvente, como o domínio da linguagem e do tema, tão bem desenvolvidos, contribuem para nos fixar na leitura.

Mas, de tudo, ainda cabe ressaltar o que mais me impressionou: a facilidade e naturalidade com que você coloca os elementos verídicos — história e geografia — imersos no texto, o que contribuem para o aprendizado e fixação, indo para muito além do divertimento.

Seu livro deveria ser adotado nas escolas, e os professores tem uma malha de trabalho vasta e interessante, ademais da proximidade com nossa realidade.

Adorei o livro. Aprendi muito, em diversos aspectos, sempre de forma leve e divertida.

Muito obrigado, mais uma vez.

 

Abraços!

 

Alfredo Calixto.

Escritor

 

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Boa Noite, primo!

 

Li seu livro: O robô de bom coração num dia... Leitura delicioooooooosa!!! Parei para fazer o almoço, mas retomei a leitura logo em seguida e aí só parei quando terminei... E, quando terminei de ler, fiquei com a sensação de "conhecer o robô" (risos). Queria ter um amigo como ele... Será que ele não está por aqui (na Terra) em algum lugar, tentando nos socorrer? (risos). Senti-me criança com um livro de conto de fadas! Muito bom mesmo! Além disso, O robô de bom coração me passou uma mensagem de amor e esperança muito bonita. Tem um final feliz! Isso é maravilhoso! Parabéns!

Quanto ao Família Muniz é um livro para ir e vir... É uma leitura sem um ritmo certo... Às vezes a gente acelera... De repente, para! Estaciona numa página, lê, relê como se tentássemos nos encontrar ali, meio escondidos entre as linhas. A leitura também é muito prazerosa, mas real... Muito diferente da leitura do Robô... Aqui, percebe-se uma pesquisa com uma profundidade exemplar. Adorei os "causos", dei risada... Li para minha mãe e meus filhos...

Ah... O robô de bom coração está passando de mão em mão... Meu filho já o leu, minha amiga, e agora está com uma outra amiga... Vou repassando! Leitura boa precisa ser compartilhada.

Forte abraço!

 

Roziner Guimarães.

Escritora - Goiânia, GO

 

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