Prefácio do livro

 

 

do escritor tijucano Edson Angelo Muniz


 

 

Edson Angelo Muniz, há muito, havia ganho a minha admiração como genealogista  e  historiador  com  a  sua  compilação  magnífica:  Família Muniz — Tronco  do  Triângulo  Mineiro.

Não bastasse,  me  surpreendeu  como  tocador  de  viola  e  poeta, além de mestre-de-cerimônias em eventos culturais.

De letras em letras, fui premiada com sua amizade. Quando já estava agraciada com  esse  feito,  ele  me  faz,  de  surpresa,  essa  comunicação-convite-intimação: “Estou escrevendo um livro de ficção e te escolhi para fazer o prefácio.” A princípio fiquei agradecida e até orgulhosa com a honra, só depois pensei no tamanho da responsabilidade.

Assim,  fui  uma  das  primeiras  pessoas  a  serem  apresentadas  ao  robô,  lendo os  originais.

A história, que começa com Erik vivendo uma tragédia e perdendo tudo que lhe é mais caro, lar, mulher e filho, vai surpreender do início até o final.

A dor e o desalento servem de mola propulsora para explorar uma caverna e buscar o desconhecido, atitudes típicas de quem, aparentemente, já não tem mais o que perder, e assim, irá mergulhar em “outro mundo”. Descobrirá que extraterrestres não só existem, como mantêm um laboratório subterrâneo vigiado e administrado por um robô.

Se a relação homem X máquina já não nos constitui mais novidade, nesse caso vai-se além, como poderão constatar.

RC 1.500, o robô, está na Terra para uma única missão, angariar elementos capazes de salvar Cetro, seu planeta, da extinção.

Erik, depois da surpresa, certifica-se de que a missão cetroniana não trará prejuízos ambientais para a Terra. E, em seguida, participa ao robô que também corremos riscos de extinção, causados pelos buracos na camada de ozônio que envolve e protege o nosso planeta.

Daí por diante, iniciam-se os milagres:

• É possível, sim, pensar no bem comum entre todos os seres do universo.

• São necessárias as interações e parcerias.

• É viável sonhar e acreditar nos sonhos, mesmo quando tudo nos parece perdido.

• Ideais devem ser colocados em prática, por mais que as condições mostrem o contrário.

• E, por fim, é o afeto, o amor, a amizade, ou qualquer nome que se dê a esse sentimento, que faz com que as percepções se alterem e as relações se modifiquem.

É esse sentimento, captado com a convivência e as atitudes de Erik, que fará com que RC 1.500, uma máquina quase perfeita, seja capaz de emocionar-se.

Essa é uma história de linhas e entrelinhas.

 

Neusa Marques Palis.

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Edson Angelo Muniz e Neusa Marques Palis

 

 

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