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do escritor tijucano Luciano Vilela Teodoro
 

 

 

Nota do Autor
 

Há algum tempo tomei conhecimento de uma lenda de nossa região. Tratava-se de um monstro amaldiçoado de nome corpo-seco. Apesar da semelhança, não se trata simplesmente de um zumbi. Duas são as possíveis explicações para ter chegado até aqui tal símbolo: poderia ser através dos escravos africanos — os mesmos que difundiram Haiti — que vieram para o Brasil, ou talvez através dos arquétipos tão estudados por Jung, de que um símbolo pode se manifestar separado por distâncias de tempo e de geografia. O corpo-seco é primo de terceiro grau dos zumbis, com a diferença de que nesse tipo de literatura se dá muita ênfase ao enquanto zumbi.

No meu livro, a pergunta seria o que leva um ser humano a se tornar um zumbi? E faria uma brincadeira dizendo que ele é primo de nono grau dos comedores de cérebro dos filmes “B”. Mas respondendo à pergunta acima, eu diria que é a ambição desmesurada, traço comum a outros monstros como o frankenstein, que representa uma ambição cega da ciência ou os desastres que uma ciência ambiciosa provocaria. O vampiro representa a ambição ou vontade de controlar por completo seu semelhante. Com o corpo-seco não é diferente, poderia se dizer que é uma fábula da mãe natureza amaldiçoando seus filhos.

Gostaria de ressaltar que o personagem dinhanho não tem nenhuma intenção de difundir  preconceitos  e  sim  uma  vontade  de  retratar  fielmente  os  elementos  do folclore  regional.

Afirmo também que houve, se bem que em pequena dose inspiração em locais da vida real, mas  O corpo-seco  tratando-se, no mais, de pura ficção.