Crônica
de
Edson Angelo Muniz

 

 

 

Tempo para a paz

 

                                             

“Na face da Terra só existe sinceridade entre os animais” — este verso, extraído de uma música sertaneja, retrata a face da humanidade. O homem, a cada dia que passa, torna-se ególatra, mesquinho, traiçoeiro, capaz de matar seu semelhante e capaz de destruir o mundo em que vive. Mundo que Deus criou para que ele, o homem, pudesse viver em harmonia com a natureza e com os seus irmãos. Deus nos deu a felicidade plena, nós é que, durante a nossa vã existência, nos enveredamos por falsos caminhos, e nos distanciamos da felicidade, nos distanciamos de Deus.

O homem crê ser o dono do mundo e que não precisa de Deus para ser feliz. A vaidade o está levando à perdição, e a maldade está se infiltrando gradativamente no coração de todos.

O homem é dotado de inteligência, dom de Deus, por isso, alguns têm feito muita coisa bonita, muita coisa boa, mas há muitos contrastes na maioria das ações deste ser inteligente. Só para citar uma: empregam-se bilhões de dólares para se ir à Lua, para se enviar uma espaçonave a Marte, enquanto que aqui na Terra, em vários países pobres, bilhões de pessoas, nossos irmãos, não têm alimento em sua mesa, não têm água para beber, não têm energia elétrica em suas casas, não têm direito à educação e à saúde, não têm direito a uma vida digna!

Somos filhos de Deus, portanto, somos irmãos da terra, dos rios e das matas. Quem dá amor, recebe amor. Devemos amar nossos irmãos em Cristo, não só os humanos, não só os animais, mas também os vegetais... E, principalmente, amar a nós mesmos, e não nos deixarmos envolver pela violência ou pelas drogas — câncer que corrói a família, de fora para dentro.

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: [...] tempo para amar e tempo para odiar; tempo para a guerra e tempo para a paz.” (Eclesiastes).

Esse tempo de agora é o de repensarmos a nossa vida, de nos aproximarmos mais de Deus e seguirmos os seus ensinamentos, para viver em harmonia com todos os que nos cercam, pois, somente existindo paz em nossa casa, em nosso bairro e em nossa comunidade é que o homem poderá vir a ser sincero com os seus semelhantes.

 

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Publicada no "O Bom Pastor", Boletim Informativo da Paróquia

São Francisco de Assis - N.º 26 - Outubro/Novembro/2011.

 

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