Poema de Edson Angelo Muniz

 

 

Só vou por onde me levam

meus próprios passos

                                               

Ao Professor Hélis Ferreira da Silva


A humanidade, a passos largos,
caminha para um beco sem saída.
Nas ruas, há roubo, estupro, morte e vício.
Dentro de casa, estamos presos, sem guarida;
O número de traficantes e, conseqüentemente,
o de crianças e de jovens viciados
aumenta a cada dia, assustadoramente.
Os pais, aflitos, com dor e sacrifício,
tentam mostrar aos filhos o caminho certo.
Nem sempre a súplica é ouvida!

Os adolescentes, incautos, estão seguindo,
de pessoas inescrupulosas, os passos
rumo ao nada, rumo à perdição.
Ainda não aprenderam a dizer não:
não às drogas, não ao vício,
não aos assassinos, que vendem
esse câncer que corrói a humanidade,
pouco a pouco, jovem por jovem, família por família.

Por que esses gananciosos marginais
têm que lucrar, cada vez mais,
vendendo ilusões a nossos filhos,
sem que a lei os faça parar?
Oh, meu Deus!
Quem dera poder mudar esse futuro, aos poucos.
Não mais haveria drogas... nem violência...
Mas isso não passa de um sonho louco...

Eu não sou perfeito, mas nada me oprime,
ninguém me arrasta por aí sem que eu queira ir.
Ninguém me leva ao vício, ninguém me induz ao crime;
só vou por onde me levam meus próprios passos.

E se os jovens de hoje, que são a esperança do amanhã,
tivessem forças e resistissem às tentações
daqueles que os conduzem ao abismo da dependência,
encontrariam, no final desse negro túnel,
uma luz que lhes devolveria a vontade de amar,
de viver, de ser feliz e de lutar
por uma sociedade melhor, livrando-a dessa decadência.

 

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Notas: Clique aqui e veja uma cópia do texto original.

Este poema foi publicado no livro IV Antologia de Poetas de Ituiutaba, editado pela ALAMI em 2006.

 

 

 

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