POEMAS E MÚSICAS

EM HOMENAGEM

A ITUIUTABA

 

 

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ITUIUTABA

(Evocação)

Autor: Aloísio Silva Novais

 

I (rio), TUIU (tijuco), TABA (cidade),

do tupi-guarani tão belo nome —

São José, Vila Platina, que saudade!

Longe, sinto tristeza que me consome.
 

Do lugarejo simples e empoeirado de outrora,

das belas tardes e das manhãs sempre festivas,

sinto reportar-me a ele a toda a hora,

em recordações ternas, saudosas e evocativas.
 

A serra "D'Aroeira", lá na campina verdejante,

marco eterno a emoldurar a linha do horizonte

do planalto extenso e infinito que não se acaba.
 

E aqui, o "Tijuco" parece sempre murmurar

uma prece, em seu doce e contínuo marulhar,

para que Deus guarde essa querida ITUIUTABA.

 

(Belo Horizonte, agosto de 1965)

 

(Poema publicado no livro História antiga de Ituiutaba,

de Aluísio Silva Novais).

 

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POEMA A ITUIUTABA

Autor: Altair Alves Ferreira
 

Entre riquezas incontáveis cresces

Ituiutaba meu torrão dourado,

— Feliz te vejo em passos de gigante,

Sem tréguas, pelo tempo acelerado.
 

— És berço idolatrado de pioneiros

Que lutam sem canseiras p'ra levar

Teu nome glorioso e venerável,

Do cume das alturas ao altar.
 

És jóia primorosa deste Estado

De Minas, coração de ferro e ouro;

Terra de heróis, de vultos imortais

Do meu Brasil; no mundo real tesouro.
 

Salve! Querida Ituiutaba minha!

Tu és um sol iluminando a vida

Daqueles que labutam no teu seio

Em prol da tua grandeza merecida.

 

(Poema publicado no livro Ituiutaba conta sua história,

de Carmen Dalva Cunha Côrtes).
 

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ITUIUTABA,
ORGULHO DO BRASIL

Autora: Águeda Fontoura Rezende
 

Siga avante, Ituiutaba,

meditando na extensão,

na riqueza de tuas terras,

o orgulho da Nação.

 

Reside em nós a esperança,

de tua terra louçã,

tu és a rica palmeira,

do grande sol de amanhã.

 

Cresça assim: rica, formosa,

na força... na educação,

assegura a liberdade

dos jovens desta Nação.

 

Teus braços são bravos fortes

e heróicos na tua história,

sustenta no presente e futuro

riquezas de nossa glória.

 

Quem visita esta palmeira,

erguida com majestade,

se vê a riqueza nas folhas,

vê no tronco a mocidade.

 

Seja este tronco altaneiro,

nosso braço juvenil,

o grande braço que ostenta

o orgulho do Brasil.

 

(Poema publicado no livro Minha colcha de retalhos,

de Águeda Fontoura Rezende).

 


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SAUDADE DE ITUIUTABA

Autores: Tião Carreiro/Jesus Belmiro

As dores que já senti, só uma que não acaba:

é a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

É a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.
 

Quem conhece Ituiutaba não esquece nunca mais

É onde se vê progresso e as belezas naturais

É uma terra abençoada coberta de amor e paz

Seu povo é uma família é um diamante que brilha

No chão de Minas Gerais
 

As dores que já senti, só uma que não acaba:

é a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

É a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

 

Quando vou a Ituiutaba vou cantando triunfante

Quando chego vejo a vida mais bonita e fascinante

Na despedida eu choro porque vou ficar distante

Espero um dia na vida desta terra tão querida

Também ser uma habitante

 

As dores que já senti, só uma que não acaba:

é a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

É a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

É a dor da saudade que sinto de Ituiutaba.

 

(Música gravada por Tião Carreiro & Pardinho).

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ITUIUTABA, FLOR DE MINAS

Autor: Patrão de Minas

Ituiutaba, terra roxa massapé,

Pontal de Minas, sob as mãos de São José,

seu filho ausente, inspirado pela saudade,

esta mensagem foi preciso escrever.

 

Ituiutaba, pó de arroz de minha vida,

paixão contida em diversos corações,

rosto de Minas, belo riso do Triângulo,

é esse o ângulo que eu vejo em você.

 

Flor de Minas, olhos verdes dos mineiros,

estou tão longe mas teu cheiro é constante, e meu amor.

Ituiutaba meu pedacinho do céu,

terra quente e mausoléu deste filho sonhador.

 

Ituiutaba, quantas vezes nas suas ruas

cantei pra lua, dedilhei meu violão,

rimei meus versos, conversei com a madrugada,

pelas calçadas, tropeçando na paixão.

 

Ituiutaba, terra amada tijucana,

na sua sombra eu deixei meu coração,

nas suas águas vai rolando o meu pranto,

te amo tanto, meu amor minha razão.

 

Flor de minas, olhos verdes dos mineiros,

estou tão longe mas teu cheiro é constante, e meu amor.

Ituiutaba meu pedacinho do céu,

terra quente e mausoléu deste filho sonhador.

 

(Música gravada por Rei Gaspar & Baltazar).

 

 

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FEIXE DE LEMBRANÇAS

Autora: Meire Parce

O sol estava preguiçoso

Brincando de esconde-esconde.

Às vezes aparecia,

Arregalava os olhos,

Depois se escondia

Atrás de uma nuvem vestida de noiva.

 

O vento estava carinhoso,

cochichando com as árvores,

De repente começou a cantar uma cantiga alegre

Fazendo as folhas dançarem

E, com seus longos dedos,

Brincava com os meus cabelos,

Fazendo-me sonhar...

 

Rodopiando ao meu redor,

Deu-me um enorme feixe de lembranças.

Lembranças do meu Goiás,

Da minha Minas Gerais,

Da minha Ituiutaba, minha linda cidade dourada.

 

Presa a essas lembranças,

Fiquei por longo tempo.

Quando consegui me libertar,

Notei que estava chorando,

É que todas essas lembranças

Eram feitas

Com as fibras da saudade.



(São Paulo, 29 de setembro de 1991)

 

(Poema publicado no livro Um pouco de mim,

de Meire Parce).

 

 

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QUERIDA ITUIUTABA

 

Ituiutaba, terra enluarada,
berço de um povo varonil,
através da Cachoeira Dourada,
ilumina o coração do Brasil.

No Pontal ela é a pioneira:
lavoura, pecuária, educação,
no cenário do progresso é a primeira,
a acenar a bandeira no sertão.

Nos destinos do Brasil
A sua glória
É apanágio de um povo lutador,
Seus eventos já se acham na história,
Escrita com bravura e com amor.

Ituiutaba, terra enluarada,
berço de um povo varonil,
através da Cachoeira Dourada,
ilumina o coração do Brasil.

No Pontal ela é a pioneira:
lavoura, pecuária, educação,
no cenário do progresso é a primeira,
a acenar a bandeira no sertão.

Surgiu, pelo destino, no Pontal,
neste pérvio(*) Triângulo Mineiro,
construindo um Estado sem igual,
para exemplo do povo brasileiro.

 

(Música gravada pelo ituiutabano Nilton César).

(*) Pérvio (adj) = aquele que dá passagem; “onde há liberdade de acesso”.


          Há que se ressaltar que o autor desta música citou a cidade de Cachoeira Dourada, porque, quando ela ainda era um povoado em expansão, fez parte do município de Ituiutaba, até o ano de 1953. Esta referência na música se deve porque a Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada foi construída na década de 50.
          Em 1953, o povoado de Cachoeira Dourada foi elevado à categoria de distrito e, no mesmo ano, passou a pertencer ao município de Capinópolis. Só em 30 de dezembro de 1962, pela Lei 2.764, o distrito foi elevado a município de Cachoeira Dourada.

 

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RANCHO DA CIDADE

(RANCHO DA MINHA CIDADE)

 

Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade, da terra onde eu nasci.
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade da terra onde eu nasci.

Ituiutaba, meu pedaço de Brasil,
Se ofertando em trabalho pra nação,
Seu povo todo, sua gente vai em frente,
Pegando a terra e transformando em plantação.
Seu povo todo, sua gente vai em frente,
Pegando a terra e transformando em plantação.

Oi...
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade, da terra onde eu nasci.
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade da terra onde eu nasci.

Venha de lá irmão amigo e companheiro,
Traga um abraço, seu sorriso sempre aberto,
Nós dividimos com você esta missão:
De dar à pátria o progresso, o rumo certo.
Nós dividimos com você esta missão:
De dar à pátria o progresso, o rumo certo.

Oi...
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade, da terra onde eu nasci.
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade da terra onde eu nasci.

Os nossos campos estão cheios de alimentos,
pela campina cresce forte a criação,
o nosso lar cheio de amor e de alegria
damos inteiro o trabalho, o coração.
O nosso lar cheio de amor e de alegria
damos inteiro o trabalho, o coração.

Ah!...
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade, da terra onde eu nasci.
Eu vim cantar aqui o rancho da saudade,
O rancho da cidade da terra onde eu nasci.

O que eu canto nesta rima de canção,
é coisa nossa, bem mineira, brasileira,
pra quem quiser aqui está nosso endereço:
Ituiutaba, Minas Gerais, hospitaleira.
Pra quem quiser aqui está nosso endereço:
Ituiutaba, Minas Gerais, hospitaleira.
 

(Música gravada pelo ituiutabano Nilton César).

 

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LEMBRANÇAS DE UM POETA

Autores: Robson Pires / Edson Angelo Muniz
 

O Rio Tijuco vai levando por entre as serras,
memórias de uma terra, cruzando Minas Gerais.
O curso de suas águas reflete entre os montes
um luar tão prateado clareando os horizontes.

Tijuco, em Uberaba, lembra Chico Xavier,
um rio presta homenagem ao irmão de luz que é.
Nas terras de Ituiutaba ele deixa uma lembrança,
de Jerônimo Mendonça: exemplo de amor e fé.
Ai, ai...

Uma viola e o luar nas curvas do meu Tijuco,
um cantor apaixonado que encanta todo mundo,
o poeta Moacyr Franco também é filho das terras,
do triângulo mineiro, ó imenso celeiro,
quem te viu não esquece mais.

Tijuco em Uberaba, lembra Chico Xavier,
um rio presta homenagem ao irmão de luz que é.
Nas terras de Ituiutaba ele deixa uma lembrança,
de Jerônimo Mendonça: exemplo de amor e fé.
Ai, ai...

Uma viola e o luar nas curvas do meu Tijuco,
um cantor apaixonado que encanta todo mundo,
o poeta Moacyr Franco é filho de nossa terra,
o Triângulo Mineiro é um imenso cruzeiro
no céu de Minas Gerais.
 

(Música inédita, gravada apenas em um clip, por Robson Pires e Edson Muniz, como parte de uma reportagem veiculada por uma das emissoras de TV de Ituiutaba).

 

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REMINISCÊNCIAS

Autor: Aristóteles Alves Silva “Seu Tote”

Ituiutaba, tu me viste chegar.
Ituiutaba, eu te vi crescer.
Ituiutaba, és bela ao amanhecer.
Ituiutaba, tu me viste amar.
Ituiutaba, és romântica ao anoitecer.
Ituiutaba, tu me viste casar.
Ituiutaba, meus filhos, tu viste nascer.
Ituiutaba, tu me viste chorar.
Ituiutaba, só posso te enaltecer.
Ituiutaba, tu me viste clamar.
Ituiutaba, tu viste minha luta para viver.
Ituiutaba, tu me viste chegar.
Ituiutaba, me verás morrer.
Ituiutaba, irei para o além.
Ituiutaba, continuarás flor ao entardecer.
Ituiutaba, se um dia tiver que voltar.
Ituiutaba, te escolherei para renascer!

Se "recordar é viver", evocar pessoas que nos marcaram por suas atitudes (amabilidade, boa educação, cortesia), é também viver. Cada pessoa é única, daí ser uma caixa de surpresas, como essa de que vamos falar e que você, leitor(a) amigo(a), irá se lembrar: "Seu Tote".

Aristóteles Alves Silva, "Seu Tote e sua famosa vitamina", nasceu em Santo Antônio do Monte, MG, em 31 de janeiro de 1923, e faleceu em Ituiutaba, aos 23 de setembro de 1998. Amigo, simpático, conquistava a todos. A lanchonete do "Seu Tote" era visitada por crianças e adultos, tanto pela qualidade, asseio e sabor de suas vitaminas, e mais ainda pelo ser humano educado, atencioso e carismático que ele era.

Agora descobrimos mais uma qualidade: "Seu Tote" era poeta. Trouxemos para você este poema, de sua autoria, que é mais uma Declaração de amor a Ituiutaba.

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Publicado no Jornal do Pontal em 30 de março de 2010.

 

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HOMENAGEM (109 ANOS)

Autor: José Queiroz de Souza,
Professor de História (aposentado)

I-rmãos aqui presentes,


T-omem seus lugares,
 

U-nidos aplaudamos,
 

I-lustre aniversariante;
 

U-rge continuarmos,
 

T-odos emocionados,
 

A-dorando de coração:
 

B-enfazeja e querida,
 

A-ltaneira ITUIUTABA!


 

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Publicado no Jornal do Pontal em 6 de setembro de 2010.