SÃO JOSÉ DO TIJUCO

VILLA  PLATINA

ITUIUTABA

 

 

JOÃO CORRÊA DE ALMEIDA

 

 

 

João Corrêa de Almeida nasceu em 1927, na fazenda Paiolão, no município de Campina Verde, MG. Em 1942, iniciou, em Santa Rosa, MG hoje Iturama , sua profissão na área de farmácia, em que atua até hoje. Profissão essa que, em 1949, o trouxe, do Prata, MG, a Ituiutaba, MG, onde fincou raízes. Com escolaridade em nível fundamental, deu início à atividade literária como autodidata, escrevendo contos sobre aventuras de pescador e caçador. Reproduzidos em mimeógrafo na livraria ABC, esses contos eram presenteados aos colegas de pescaria.

Durante três anos do final da década de 70, publicou suas histórias na Folha de Ituiutaba. Teve contos publicados também nas revistas Troféu e Fauna, de São Paulo. Venceu um concurso de mentira, realizado pela Fauna, com o conto "Com uma garruchinha matei três onças". Inaugurou a coluna Mergulho Cultural de Espaço Nosso, informativo da Superintendência Regional de Ensino de Ituiutaba, publicando o conto "O curandeiro", em 1995. Em abril de 1996, lançou Arrocho no coração, seu primeiro livro de contos. Em 1997, publicou outro conto, "O mistério de Joca Passarinheiro", no informativo da Superintendência. Ingressou na Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba ALAMI em 1997. Publicou, em 2005, a crônica "Quem é esse homem?" no livro Trilhas, versos e sonhos, de Regina de Souza Marques Almeida. Integra a Antologia de Contos da ALAMI, publicada em 2005, com "Caco de gente". Publicou, em 2006, o segundo livro: Eu era o fotógrafo.

Colunista do Jornal do Pontal, publicava semanalmente seus contos, sempre dedicados a alguém de seu universo pessoal ou da sociedade tijucana. A matéria-prima para seu trabalho, encontrava-a em seus álbuns de fotografia, seus diários de viagem, suas vivências e no convívio com diferentes tipos de pessoas.

Com estilo enxuto, fluido, leve e cativante, marcado pela brasilidade e pela mineiridade, João Corrêa entrelaça memória, poeticidade e ficção, num jogo sensorial e polifônico.

João Corrêa de Almeida faleceu, em Ituiutaba, no dia 6 de dezembro de 2011.

 

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Este imortal da ALAMI era um contista de primeira. Além dos livros citados há mais um, Memórias e histórias, ainda não publicado. Em seus três livros, João Corrêa, de saudosa memória, conta histórias por ele vivenciadas em suas caçadas e pescadas. Fui agraciado com um exemplar do Arrocho no coração, tive a honra e o prazer de ser colaborador na edição de Eu era o fotógrafo e na paginação e organização de Memórias e histórias, ao lado da Professora Ione Marta Franco Pereira, organizadora e revisora destas três obras. Ione Marta foi uma grande amiga do João Corrêa, por quem tinha um enorme carinho, e ele a tratava como a uma filha.

Prestando uma homenagem ao inesquecível amigo João Corrêa, publico neste site 84 de suas histórias uma para cada ano que ele viveu na Terra.  Posso dizer que organizei mais um livro de sua lavra, ao qual intitulo: Antologia de João Corrêa de Almeida.

Clique nos títulos abaixo para ler estas "joias preciosas", não-publicadas em livros, que retratam personagens e fatos reais da história de Ituiutaba, de Minas, do Pantanal, do Brasil, fatos que se entrelaçam com a história de vida do farmacêutico, caçador, pescador, orquidófilo, escritor e poeta: João Corrêa de Almeida... 

 

A ceva da Irani

A cowgirl banhista

A gata do meu tio

Aniversário da Maria

A onça do Senhor Tancredo

A paca de José Henrique

Apuros do sanfoneiro pé-de-bode

Apuros do Tingo

A selva e o pantanal

A trapezista do circo

A velha queria nos dar um pau com a sombrinha

Aviso russo na ceva de Osvaldo Lariucci

Baiano, um jovem aventureiro

Bombardeei a privada do barbeiro

Bons companheiros

Broncas na praia de Cabeçudas

Buquê de orquídeas brancas

Cantina do Cícero

Cinco dias em um hotel cinco estrelas

Cocô de macaco guariba

Colheita de café

Como a CCO nos pagou um favor

Como consegui pescar no Salto do Moraes

Como passo minhas tardes

Como reformei minha caminhonete

Compro caminhão Marta Rocha

Dona Carminha não nos via com bons olhos

Dormi, não comi a galinhada

Esqueci o nome do juiz

Este é da mãe

Esterco, caça e pesca

Falta de responsabilidade do Jorge

Faltou um bom advogado

Feliz é o Zé Amaral

Ingrato sabiá

Início de vida de recém-casado pobre

José das onças

Maloca dos três

Mesa farta para um jantar especial

Meu perdigueiro Farrapo

Meu perdigueiro Tupy

Minha caneta de noivado

Minha despedida de 2009

Minha espingarda Sauer

Moagem de cana e colheita de café

Não julgue pelas aparências

Nunca mais o convidei para uma pescaria

Obedeço à florestal, só levo o permitido

O Capitão

O fiscal Raul

O gramofone da Aparecida

O jeito de cada um

O porquê da tristeza de cada um

"O Quinta-feira"

O Senhor Américo salvou-nos de uma gelada

Os atropelados escaparam todos

Pedras vestidas de noiva

Pescando no rebojo e caçando nas encostas

Pescaria das complicações

Pescaria é no Ribeirão dos Arantes

Pescaria em Furnas

Pescaria na ponte das anhumas

Põe urina no ouvido dele

Recordando os tempos de estudante em Prata

Regresso do Senhor Cícero ao nordeste

Rifamos o chapéu do Gouveinha

Só faltava um médico para a cidade

Só meu cão perdigueiro lembrou de meu aniversário

Só os padres são convidados

Sou o homem que o senhor procura

Todos estavam lá, só eu assisti ao show

Torneio de inhambus

Três dias de sofrimento

Um quarto de paca

Uma cobra sucuri de presente

Uma estrada de ferro fantasma

Uma luz misteriosa

Urubu-rei

Valentia de um caçador

Vida difícil é a de pescador

Vinguei-me do Chico Manteiga

Vinte e sete dias no hospital Felício Rocho

Vocês conheceram o Pasqual?

Vocês fazem a cerca ou solto as cobras

 

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