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Entrevista dada por
 

 

Edson Angelo Muniz

a alunos do Colégio Estadual,

onde ele também estudou

 

 

Em 2011, alguns dias antes do lançamento do meu livro, O robô de bom coração, fui convidado por alunos do 9.o Ano da Escola Estadual Governador Israel Pinheiro (Colégio Estadual) para responder, por e-mail, algumas perguntas relacionadas à minha obra literária.

Depois, esses mesmos alunos me convidaram para um encontro em sala de aula. Fui conversar com eles, e, confesso, fiquei muito surpreso, lisonjeado e agradecido quando a Professora da classe, a escritora Leila Miguel, indicou o meu livro para leitura de seus alunos naquele bimestre.

 

Perguntas e respostas:

 

Alunos — Qual a importância da leitura na sua vida?

 

Edson — Desde os meus seis anos de idade que aprendi a ler, com o meu saudoso pai e minha irmã Ednair. A leitura é essencial na minha vida porque, além de gostar de ler, o meu trabalho, atualmente, depende diretamente da leitura, pois sou editor de livros e participo ativamente na revisão deles e de impressos em geral, na Egil. Essa minha atividade requer muita leitura, o que não deixa de ser um prazer para mim, porque ler exercita os neurônios e nos traz entretenimento  e  conhecimento.

 

Alunos — O que você acha que poderia ser feito para incentivar as pessoas a ler, principalmente as crianças?

 

Edson — Os brasileiros, em geral, não são muito ligados à leitura. Em uma pesquisa realizada no Brasil, recentemente, constatou-se que entre dez brasileiros somente três têm o hábito da leitura. Existem vários fatores que levam a esses números, então, é difícil dizer como incentivar as pessoas a ler, até porque a maioria não tem condições financeiras para adquirir livros para ler. No entanto, penso que se nós, os pais e os avós, comprássemos menos brinquedos eletrônicos — que custam muito caro — e passássemos a comprar mais livros para os nossos filhos e netos, essa já seria uma pequena gotinha de incentivo às crianças e jovens para a prática da leitura.

 

Alunos — Que tipo de leitura você mais aprecia?

 

Edson — Não tenho preferência por gênero ou tipo de leitura. Leio de tudo: contos, novelas, romances, poemas, jornais, revistas, piadas, livros de músicas — especialmente as sertanejas — passagens da Bíblia... O que eu aprecio mesmo é ler.

 

Alunos — O que motiva você a escrever um livro?

 

Edson — Não há um motivo específico. Escrever é uma necessidade para mim. Eu não escolho e nem penso em motivos para escrever, eles vêm à minha mente, a qualquer momento. Então, eu começo a pensar sobre o assunto, faço um rascunho, para não esquecê-lo. Depois, partindo daquele rascunho, escrevo uma poesia, um conto, uma crônica ou um livro; ou, simplesmente, não escrevo nada sobre aquilo, e o rascunho é guardado, e, às vezes, se perde no esquecimento.

 

Alunos — Como você escolhe os temas a serem abordados? Tem alguma inspiração especial?

 

Edson — O Professor Hélis Ferreira da Silva escreveu no Prefácio do meu primeiro livro, Família Muniz – Tronco do Triângulo Mineiro: “Edson escolheu, ou foi escolhido pelo dom, um gênero de extrema dificuldade: a genealogia.” Eu não escolhi, eu fui escolhido, tanto no primeiro, quanto no segundo livro, O robô de bom coração. Às vezes o próprio escritor escolhe um tema, ou alguém lhe indica um; porém, todos nós temos inspirações divinas para realizar as nossas obras. Eu afirmei isso no meu primeiro livro, na contracapa: “Ao receber, em 1970, a inspiração para escrever as primeiras linhas deste livro, eu não imaginava que ele iria tão longe.”, e afirmo agora, que o Robô é uma inspiração que me veio em forma de um sonho, que, depois, acrescentando ao sonho algumas pitadas de minha imaginação, ele veio a se transformar em um livro.

 

Alunos — Quanto tempo leva para se escrever um livro?

 

Edson — O tempo para se escrever um livro não é mensurável. Só mesmo depois que você o publica é que podemos falar em tempo. No Família Muniz, entre começar a anotar os primeiros nomes dos parentes e a publicação do livro, decorreram-se vinte e dois anos. Para escrever O robô de bom coração levei quatro anos entre o sonho e a publicação do livro. Então, o tempo de criação e publicação de um livro depende de muitos fatores...
 

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