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Povo do Barreiro

                                            

Autor: Edson Angelo Muniz

 

 

 

Quando eu ainda era um adolescente,
passeando na Fazenda do Barreiro,
compreendi que pra se ter paz e alegria,
a gente não precisa ter dinheiro.

De dia brincava na linda cachoeirinha,
no rego-d’água, no monjolo, na moenda,
e descia o corguinho nas gamelas.
De noite dormia no casarão da fazenda.

Nos forrós na venda do Tio Antenor,
eu não dançava mas da tolda não saía.
Lembro a Nicinha, o Tio Marcílio e a Vovó Bosa,
a Tia Nêga, o Tio João Grosso e a Tia Maria...

O Zinho, a Araci, a Leila, a Ninfa e o Carlito,
a Ambrósia, a Iolanda e a Toinha,
a Marlene, o Toinzico e o Saul,
o Zé Grosso e a Sebastianinha.

Conheci vários primos no Barreiro:
o Gilmar, o Gilberto e o Campeão,
o Valdeci, o Vanderli e o Carlinho,
a Maria e o Valtenes meu irmão.

A Helena, o Donizete e o José Carlos,
o Jadson e a pequena Helenice,
o Luiz Carlos Muniz... quanta saudade,
o Cláudio, o Gilson, a Marli e a Ivalnice.

Este povo eu guardo no meu coração,
e muitas lembranças daquele tempo.
Não falei de todos, peço-lhes perdão,
mas vocês estão no meu pensamento.

Este recanto é único em todo mundo,
quem o conhece logo fica extasiado.
Podem passar cinquenta, cem, duzentos anos,
que o Barreiro será sempre lembrado.
Podem passar cinquenta, cem, duzentos anos,
que esse povo será sempre lembrado.

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Fazenda Barreiro do Valadão, 3 de abril de 2004.

 

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