SÃO  JOSÉ  DO  TIJUCO

VILLA  PLATINA

ITUIUTABA

 

ÁUREA MUNIZ DE OLIVEIRA FRATARI


 
 

ÁUREO [Do lat. Áureo] - 1. feito de ouro; 2. da cor do ouro, ou a ele relativo; 3. fig. Brilhante, nobre, magnífico, de grande esplendor; 4. fig. Muito valioso.

ÁUREA, para todos, ou carinhosamente Nenê, apelido entre os familiares. Mas, podemos nos referir a essa criatura fraterna e luminosa com algumas definições do próprio dicionário, cujas palavras, ainda que de maneira imperfeita trazem traduções das letras que compuseram o seu nome na última passagem terrestre, sendo afinal, aquele a integrar este livro: ÁUREA MUNIZ DE OLIVEIRA. Entre as mulheres era a filha caçula, de uma família de 7 irmãos sobreviventes.

De origem simples, apesar das dificuldades materiais, foram orientados na honestidade e no amor. Uniu-se em matrimônio com Geraldo Fratari, passando a assinar Áurea Muniz de Oliveira Fratari, sendo uma mulher de saúde delicada e frágil, porém uma mulher de coragem e muita fé. A maternidade visitou-a por três vezes, sendo uma mãe dedicada e extremamente amorosa, porém uma mãe exemplar para: Nicola de Oliveira Fratari, Noemia de Oliveira Amaral e Nilza de Oliveira Fratari Lopes. Seus dias foram registrados pela caridade e pela benevolência, que semeava a mancheias, por onde passava, com quem encontrava, enfim, a todos amava. Seus dias foram marcados pela fraternidade e pelo afeto, que espalhava através de sua doação plena e edificante.

Áurea, seu exemplo de fé raciocinada, humildade e amor, ficou alicerçado na Fraternidade Espírita Cristã, entidade localizada na Vila Natal, em Ituiutaba, Minas Gerais, à qual ela dedicou parte de sua vida terrena, e foi uma das fundadoras em abril de 1964, presidindo-a entre 1969 até a sua desencarnação em abril de 1990.

Áurea, seu exemplo vive nas atividades assistenciais e fraternas dessa casa, o exemplo de uma vida dedicada ao próximo. Alguns departamentos da Fraternidade Espírita Cristã: Sala de Costura e Enxovalzinho “Maria Dolores”, Sopas Fraternas “Meimei” e “Vovô Santo”, Encontro de Mães “Áurea Muniz”, Campanha de Inverno, Festival do Natal, dentre outros.

Entretanto, Áurea foi além da Vila Natal, de sua família, da Fraternidade Espírita Cristã, ela disseminou seu exemplo por ltuiutaba, acalentando e conquistando a cidade; tanto que outras homenagens e reconhecimentos existem, como a rua em que se edificou o CAIC, o maior estabelecimento sócioeducativo de ltuiutaba, cadeira da ALAMI (Academia de Letras, Artes e Música de ltuiutaba), e muito, muito mais.

Áurea, a sua vida foi, é e será sempre, exemplo de fraternidade, resignação, trabalho, caridade, esperança, fé, e sobretudo, de amor.


           

Por Nima Imaculada Spigolon,
            abril de 2002.

 

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Texto extraído do livro Família Muniz - Tronco do Triângulo Mineiro, do genealogista e escritor tijucano Edson Angelo Muniz.
 

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ÁUREA MUNIZ DE OLIVEIRA
(05-8-1928 – 17-4-1990)
 

Líder espírita, há nove anos trocou as lutas terrenas em prol do bem comum por trabalho semelhante no plano espiritual. De livre trânsito em todas as classes da sociedade, marcou efetivamente a passagem entre nós. O principal vestígio de sua presença vai do alicerce à cumeeira da Fraternidade Espírita Cristã de Ituiutaba, fundada em 3 de abril de 1964. Dona Áurea (na foto com Maria Imaculada) assina a ata de fundação com as seguintes pessoas: Geraldo de Oliveira Fratari, Antônio Baduy Filho, Gabriel Palis, Fauzi Palis, Eurídice Palis, José Marra de Morais, Maria Imaculada Conceição, Valter Vieira e outros. Vinte anos consecutivos, presidiu a instituição, não por acaso, sediada no Bairro Natal, região
com um passado de carência em vários sentidos.

As etapas embrionárias da FECI deram-se na residência de Dona Áurea, segundo relato da advogada Edy Faria Barbosa de Almeida. Carinhosamente apelidada de Bispa, por jovens pupilos, a personagem principal desta página dava aulas de catequese na Mocidade Espírita (Avenida 7, próxima à Rua 18). Grande empatia entre mestra e discípulos, somada a interesses afins, evoluiu para serões na residência da professora ao término das aulas. Dona Áurea dispunha de uma completa biblioteca espírita e franqueou-a aos jovens. Uma juventude sequiosa de conhecimento dos conteúdos científicos, filosóficos e religiosos da Doutrina, compulsou as obras com entusiasmo. Edemerval Vieira, Jerônimo Mendonça e Manoel Tibúrcio Nogueira incluíam-se entre os estudiosos da Boa Nova.

A seriedade dos moços, aliada a disciplina e perseverança, culminou na criação de ambiente propício para ministrarem o passe magnético sob a supervisão da experiente tarefeira. Naquela altura, um trio composto por ela, Imaculada e Edy prestava assistência material e espiritual em áreas da periferia.

Dona Áurea considerou a necessidade de expor a Chico Xavier as atividades voluntárias do grupo. Ouviu-lhe as ponderações e regressou a Ituiutaba decidida a fundar um Centro Espírita que permitisse a otimização do atendimento. Fê-lo no centro nervoso da penúria e, por sugestão do médium de Uberaba, desde o início, serviu a sopa fraterna, confeccionada por voluntárias: Sopa Vovô Santo, às quintas-feiras, e Meimei, aos sábados. Quem se posicionar no amplo refeitório é alimentado, não importa a condição social, de onde veio, para onde vai, qual o rótulo da crença etc. Num dado período, houve atendimento médico gratuito e doação de medicamentos.

Poucos fundadores ombrearam com ela rumo à consolidação do Centro, erguido em terreno doado pelo município, graças ao vereador Germano Laterza. O próprio Chico Xavier previra o afastamento de alguns pioneiros da equipe. Edy demandou à Capital, outros foram convocados a novos setores do Movimento Espírita. Em compensação, braços diferentes somaram-se aos da viga-mestra da obra.

Dona Áurea foi o anjo tutelar de quantos privaram da suave presença. Se me permitem um rápido olhar ao umbigo, também me socorri do bom senso que a caracterizou. O convite para assumir os compromissos doutrinários veio com sérias perturbações de ordem espiritual. Estávamos em 1987. Nosso relacionamento era apenas social, mas solicitei entrevista reservada e a resposta do outro lado da linha causou-me estranheza.

— Você mudou o estilo de escrever? Os espíritos me disseram, outro dia, que ia mudar e que, além da escrita profissional, vai escrever também para ajudar as pessoas. — Eu acabara de escrever carta de apoio moral a pessoa em conflito!

Saí de sua residência disposta a não mais negligenciar o trabalho. Todos temos a liberdade de por ou não por as mãos na charrua. Entretanto pesou a responsabilidade pelas conseqüências da opção. Data daí o início da produção de livros espíritas autorais, paralela à das obras comerciais. Estes, o ganha-pão material, aqueles, o pão espiritual.

A atual presidente da FECI, Lucília Cyrene Barsante Resende, sucessora de Dona Áurea, mantém fidelidade às diretrizes originais. A orientação baseia-se nos ensinos de Jesus, presentes na obra de Allan Kardec e nas subsidiárias, com fulcro na psicografia de Chico Xavier. O atendimento é voltado para o progresso do indivíduo, ser dualista composto de corpo perecível e espírito imortal.

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Texto extraído de O Livro de (quase) Todos, de autoria de Alciene Ribeiro Leite (Egil, 2004, páginas 45 e 46).

 

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