FAMÍLIA MUNIZ

Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

 

Divino José Muniz

 

 

O Tio Divino — também conhecido como Divininho —, é filho de José Muniz de Souza, o Nenê Muniz, e Helena Teixeira de Freitas, a Lena, e nasceu em 14 de novembro de 1940, na Fazenda Santa Bárbara.

Tio Divino sempre foi magrinho, mas era forte e muito trabalhador. Trabalhou na roça: carpindo, plantando e colhendo; trabalhou no chiqueiro: servindo milho, mandioca, abóbora e lavagem aos porcos; trabalhou no curral: tratando e curando bois, vacas e bezerros, e tirando leite; trabalhou na cidade: de balconista a cobrador de ônibus, nas empresas de Ituiutaba: Rápido Triângulo e Expresso São João.

Tio Divino era brincalhão e alegre. Gostava de tomar uma pinguinha, tocar pandeiro, cantar e dançar, e olhem que ele era um pé de valsa daqueles! Às vezes, quando ele se excedia na bebida, ficava valentão e enfrentava até mesmo brutamontes, que lhe castigavam. Se não separassem a briga, apanharia até morrer. E às vezes, quando ficava bêbado de cair, apenas procurava uma cama para curar a carraspana.

Divino não se casou, mas, há quem diga que ele deixou uma filha, nascida em Ituiutaba, MG.

Divino José Muniz faleceu, no meio do mato, sem ninguém que o amparasse, vitimado pela asma que contraíra, no dia 2 de abril de 2012.

 

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Expresso São João
À esquerda, o Motorista: Sr. Valdomiro
À direita, o Cobrador: Divino José Muniz

Este ônibus estava fazendo a linha Ituiutaba-Quirinópolis

 

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Tio Divino, assentado, entre o acordeom e o violão,

está acompanhando este grupo com o seu pandeiro.

  Há mais quatro instrumentos:

uma sanfoninha pé-de-bode, uma gaita, uma flauta e um cavaquinho.

As duas mulheres são a Lázara Severino Borges e sua filha,

Luceida Aparecida Borges.

 

Nota: Se alguém puder colaborar na identificação dos outros músicos,

bem como o local e a data do evento "MOBRAL 8 anos",

envie informação para edsonmuniz1956@hotmail.com.

Desde já, agradeço.

 

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Tio Divino dançando com sua sobrinha-neta, Nívea.

Assentados: Neilton, Tia Purcina e Quinca (de boné)

— Mato Grosso, janeiro de 2005 —

 

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Os irmãos: Purcina, Dorcina, Doracina, Joana e Divino José Muniz
 


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Mensagens em Homenagem Póstuma ao Tio Divino

 

 

Amados e amadas, comunico o falecimento do amado por nós, e mais ainda por Deus agora, Tio Divino José Muniz.

A causa morte se deu por insuficiência respiratória, devido à asma, e o médico atestou a morte às 4 horas da madrugada do dia 2 de abril de 2012.

Acreditamos que todos os elogios atribuídos ao nosso Tio Divino são indispensáveis. Ele viveu "intensamente" a vida, deixando a todos nós exemplos de alegria, de festa, de simplicidade e de família.

Cada um de nós, certamente, quando da nossa ida, gostaríamos de receber tais elogios.

Rogamos a Deus misericordioso e Pai, que já o tenha acolhido nos braços da eternidade, a esperar por cada um de nós.

Arrisco até a dizer que, a essa altura, ele já deve ter dançado, lá no Céu, um "toque" de rancheira com sua mãe, Vó Helena, e com suas irmãs e primas: Vovó Purcina, Tia Gumercina, Tia Dorcina, Tia Dalcina, Luzia Francisca, Blandina Juscelina, e outras.

Guardemos, todos nós, em nossos corações, o sorriso e a espontaneidade dele.
 

Neilton Muniz.

 

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Tia Nenê e Tio Divino

 

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Falar no Tio Divino, não dá pra não falar do PÉ DE VALSA, da sua simplicidade, de um homem trabalhador, um pessoa boa de coração.

Ficamos triste pela sua morte, tão forte o estado que foi encontrado, talvez uma morte triste, sufocante, não sabemos a dimensão dessa dor. Mas sei que Deus está junto com ele agora e sempre!

Que ele possa estar juntos dessas pessoas boas, como a vozinha Purcina, a tia Dorcina, a tia Dalcina, o meu anjinho, a minha amiga Gisa, enfim, pessoas que deixam uma saudade doída, saudade que superamos a cada momento, com oração.
 

Nívea Zuza.

 

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Tio Divino e Tia Purcina

 


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Tio Divino: Alegria, bondade, lealdade...

 

Saudades...
 

Foi-se uma das pessoas mais honrosas e queridas da família. Claro que não quero desmerecer ninguém, mas os que já foram a um forró, em Mato Grosso, não imaginam uma festa lá sem o Tio Divino.

Vamos nos tornando frios a cada dia, mas estou muito sofrido com esta perca e sei que todos vamos sentir muita falta dele.

Quero me lembrar de você, Tio Divino, com lembranças alegres, e isto não e difícil pois só tenho elas do senhor.
 

Saudades!

 

Volninho.

 

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Márcio, Volninho e Tio Divino

 

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Prezados, hoje a tristeza me levou a escrever, digitar essas linhas.

Deus levou nosso Tio especial e querido (e essa não é uma palavra banal, era muito querido por mim, pela minha mulher, pelos meus filhos e certamente seria pelos meus netos). Era Divino até no nome.

De uma forma ou de outra ele celebrou a vida! Fez sua história com dignidade, humildade e foi muito trabalhador.

Que Deus o receba em seus braços.

Até qualquer dia, Tio DIVINO, vá em paz.

"A sua bênção, Divinin!!! Euuuuuuuuuuuuuuu!"

Divido com vocês um pouco da sua lembrança e da sua simplicidade, com um trecho de uma música que me lembrava da sua pessoa. "Prelúdio para ninar gente grande — menino passarinho", do grande Luiz Vieira:


"No calor do teu carinho
Sou menino-passarinho
Com vontade de voar
Sou menino-passarinho
Com vontade de voar."
 

Nelsinho.

 

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Tia Purcina, Darci e Tio Divino

 

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Tristeza vem à tona, um sentimento ímpar que nos acomete no fundo do coração, um momento difícil quando um ente tão querido, como Divininho Magro, que agora foi morar com Deus. Este chamamento não foi à toa, certamente a divina morada está precisando de uma alma tão alegre, inocente e trabalhadora.

A essa altura ele está convocado para tocar o seu pandeiro, para sempre acompanhado com harpas e instrumentos dos anjos em sua melodia celestial.

Tio Divino foi um homem que, como nós, tinha seus defeitos, mais aceitamos e vivemos com alegria os momentos em que a solidão lhe batia às portas e ele vinha ao nosso encontro, e encontrava a paz e o sorriso.

Nunca vi o Tio Divino sem sorriso, e é esta imagem que trago agora para sempre em minha mente e em todas as vezes que dele me lembrar.

Você está certo, mano Nelsinho, a estrofe desta música retrata o Tio Divino, e assim, a simplicidade dele como um meninão e de um pássaro sem defesa, que busca a felicidade batendo as asas e tocando o seu pandeiro.

Vá com Deus, Tio Divino, lembremos que a dor da passagem é verdadeira, a alma vai, vai, vai, encontra a morada não definitiva, e volta, volta, sempre em lembranças.

Deus onipresente, receba com todo carinho este senhor, senhor da alegria!

Uma salva de palmas.
 

Niltin.

 

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Tio Divino

 

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O Tio Divino será sempre lembrado por todos nós, e onde quer que estejamos ele também estará lá, fazendo festa, dançando, cantando, nos dando a sua bênção e o seu abraço apertado, daqueles que parece que vai quebrar os seus frágeis ossos.

Na hora derradeira, no cemitério, quando comecei a cantar a música "Chico Mineiro" (composição de Tonico, Tinoco e Francisco Ribeiro Barbosa), eu improvisei alguns versos e palavras, mas, como a emoção bateu mais forte, não consegui terminar a última estrofe. Vou transcrevê-las abaixo.

 

"Fizemos a última viagem, foi lá pro sertão de Goiás,

foi eu e o Chico Mineiro, também foi o Capataz.

Viajemo noite e dia, pra chegar em Ouro Fino,

aonde passemos a noite, numa festa do Divino."

 

"A festa tava tão boa, mas antes não tivesse ido,

O Chico foi baleado, por um home desconhecido.

Larguei de comprar boiada, morreu o meu companheiro,

acabou o som" do pandeiro, acabou nosso companheiro.

 

"Depois daquela tragédia, fiquei mais aborrecido,

Não sabia da nossa amizade, por que nóis dois era unido.

Ao ver" a sua partida, "falhou o meu coração,

vim saber que o" Tio Divino, era mais do que nosso irmão.

 

Edson Muniz.

 

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Izamar no violão e Tio Divino no pandeiro

 


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Lembrança da Missa de 7.o Dia


 


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