FAMÍLIA MUNIZ
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

 


"TIA PURCINA" MUNIZ DE MENEZES

 

                             

                                                                                             Autor: Edson Angelo Muniz

 

 

 

Várias vezes já toquei meu violão                    

E cantei pra velho, menino e menina

Mas hoje, com grande emoção,

Vou cantar pra querida Tia Purcina.

 

Sua casa está sempre repleta de parentes e amigos

Que ela recebe com prazer e alegria

A pequenina Tia Purcina, que já é bisavó,

Aparenta ser mais nova que as “fia”

 

Cada ano que passa ela está mais linda

E se parece muito com a Vovó Lena

Os seus olhos, ao brilhar de emoção

Mais parece uma flor de açucena

 

Ajoelhada, assemelha-se a um anjo

Elevando a Deus uma prece.

Volto a dizer, ela fica mais bonita

À medida que se envelhece.

 

Seus cabelos já estão grisalhos

Mãos e mente trabalham com fervor

Seu pensamento é só a família

No coração ela só tem amor

 

E quem ama confia e compreende

Até mesmo a quem fere com espinho

Ela perdoa àquele que lhe ofende

Pois é um poço de bondade e de carinho

 

Na Fazenda Santa Bárbara ela nasceu

É a primeira filha da vovó e do vovô

Com o Tio Zé Duca vive há sessenta anos

Mas sua idade eu não conto não sinhô

 

Eu só sei que ela é mãe, avó e bisavó

E que ama seus filhos, netos e bisnetos

Dá exemplos e lições de vida a todos

E nos mostra só caminhos certos.

 

Tia Purcina é mãe de oito filhos,

Que criou com carinho e imenso amor:

O Anazar, a Darci, o Quinca, o Laerte,

O Lázaro, a Maria Helena, a Criôla e o Alaor.

 

É difícil encontrar uma mãe igual

No tesouro de afeto aos filhinhos

Eu não sou seu filho nem sou seu neto,

Porém, tenho orgulho de ser um de seus sobrinhos.

 

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Nota: Quando a Tia Purcina Faleceu, em 2009, fiz algumas alterações no poema original
e acrescentei mais duas estrofes: a antipenúltima e a última.
 

 

Por várias vezes eu já toquei meu violão
e cantei pra velho, menino e menina...
Mas, hoje, com lágrimas de emoção,
vou falar da querida Tia Purcina.

Sua casa era sempre repleta de parentes e amigos,
que ela recebia com prazer e muita alegria.
A pequenina Tia Purcina, essa grande matriarca,
sempre aparentava ser mais nova que as “fia”.

Cada ano que passava ela ficava mais linda,
e se parecia muito com a Vovó Lena.
Os seus olhos, ao brilhar de emoção,
pareciam duas flores de açucena.

Ajoelhada, assemelhava-se a um anjo
elevando a Deus uma prece.
volto a dizer: a cada dia ela ficava mais bonita,
e a sua bondade a gente nunca esquece.

Seus cabelos já estavam grisalhos,
mãos e mente trabalhavam com fervor.
Seu pensamento era só a família,
no coração ela só tinha amor.

Quem ama, confia e compreende
até mesmo a quem fere com espinho.
Ela perdoava àquele que lhe ofendia,
pois era um poço de bondade e de carinho.

Na Fazenda Santa Bárbara ela nasceu,
é a primeira filha da vovó e do vovô.
Com o Tio Zé Duca viveu sessenta e seis anos,
mas a sua idade eu não conto não sinhô...

Eu só sei que essa esposa, mãe, avó e bisavó,
amou seu esposo, seus filhos, netos e bisnetos.
Deu exemplos e lições de vida a todos
e nos mostrou só caminhos certos.

Tia Purcina é mãe de oito filhos,
que criou com carinho e imenso amor:
o Anazar, a Darci, o Quinca, o Alaerte,
o Lázaro, a Maria Helena, a Criôla e o Alaor.

E em seu grande coração de mãe,
mais um ente querido ela acolheu,
a quem dispensou muito amor e carinho:
Pedro Justino, o nono filho seu.

É difícil encontrar uma mãe igual
no tesouro de afeto aos filhinhos.
Eu não sou seu filho nem sou seu neto,
porém, tenho orgulho de ser um de seus sobrinhos.
 

Tia Purcina, descanse em paz,
no Reino da Glória, junto de Deus!
Nós aqui vamos seguindo até estar novamente
no aconchego dos braços teus.

 

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