Versos de improviso

feitos por

Edson Angelo Muniz

 

 

 

* * * * *

 

No Bar do Chico

 

Trabalhei muito nesta segunda-feira,

e isso me deixou com dor nas costas e na nuca.

Então vim beber cerveja no Bar do Chico,

aproveitei pra cantar parabéns para o Tutuca.

 

O Tutuca é um beberão inveterado,

mas ele nunca precisou tomar Engov.

E olha que ele já é bem erado,

pois hoje completou sessenta e nove.

 

Este barzinho é muito frequentado,

e o Chico é um proprietário amigão.

O ambiente é familiar e muito tranquilo,

e é o ponto certo do Edilson, meu irmão.

 

Indo a este bar eu sempre canto algumas modas,

mas é verdade, eu nunca canto sozinho,

todos ajudam e o coro fica muito bonito,

sempre acompanhado pelo Ênio e o seu cavaquinho.

 

Depois de um dia de trabalho estafante,

venha relaxar com uma cerveja gelada,

no Bar do Chico você é sempre bem atendido,

e a galera é sempre bem animada.

 

(14.1.2013)

 

* * * * *

 

Na Mateirinha

 

Neste sábado mudei o meu caminho,

trabalhei um pouco, e à tardezinha,

levando a Lena, o Yure, a Yara e a Yzandra,

pus o carro na rodovia, rumo à Mateirinha.

 

Ao chegarmos já estavam jogando truco,

não demorou muito, sentei para jogar,

o Gustavo e eu, contra o Wagner e o Marquinho,

com cartas ruins não teve como eu ganhar.

 

Neste dia encontrei também a Joana Rita,

e suas duas filhas: Jéssica e Juliana;

o Vitor Hugo, a Tininha, o Sérgio, o Antonio,

e a prima Soneida, que da casa é a dona.

 

Nesta casa, sempre abençoada por Deus,

encontrei-me ainda, quase que me esqueci,

com a Thaísa, o Marquinho e o Thales Miguel,

e com uma avó coruja: a Dona Coracy.

 

À noite a história do truco foi bem outra,

mudei de parceiro, e joguei com o Waguinho,

era jogar contar nós, que todos se levantavam,

ninguém esquentava a cadeira e o banquinho.

 

Fomos dormir com os corpos cansados,

o do Waguinho estava mais, pois ele é um beberão.

Acordei de manhãzinha, com o cantar do galo,

ouvindo o barulho da água rolando no ribeirão.

 

No domingo fomos fazer pamonhas,

pois o milho já estava apanhado.

O Julinho foi cortar o milho para tirarmos a palha,

mas desperdiçava muito e logo ele foi barrado.

 

Daí há pouco chegou mais um carro,

com o Maurício, Tio Gerson, Tia Doracina,

e a prima Edna Lúcia, que veio junto,

passear onde morou o Tio Antonio e a Tia Dalcina.

 

Depois chegou o Álvaro e o seu neto, Gustavo,

e a minha prima Maria Lúcia, ao sabor da brisa,

e logo atrás chegou o primo Adm Martins,

acompanhado de sua esposa, Thaísa.

 

No almoço eu comi dois pratos cheios

de frango caipira, guariroba, milho afogado,

arroz e feijão, feitos no fogão a lenha,

ô coisa boa eu ter sido convidado.

 

Enquanto as mulheres mexiam com o milho,

os homens jogavam truco outra vez,

o Álvaro e eu fomos os campeões,

só do Tio Gerson ganhamos mais de três.

 

Foram contadas 232 pamonhas,

grandes e gostosas, nunca vi coisa igual,

comi uma pamonha de doce, de quase um quilo,

depois mais duas deliciosas pamonhas de sal.

 

Nas de doce foram colocados pedaços de queijo,

que as deixaram mais gostosas do que pão de ló,

nas duas de sal que eu comi, saí premiado:

tinham três recheios: linguiça, queijo e jiló.

 

Sem ter sinal das operadoras de celular,

eu estava alegre, mas ao mesmo tempo achando ruim,

pois não havia falado ainda com a Nicinha,

mas consegui sinal subindo em um cupim.

 

Voltamos à tarde deste fim de semana gostoso,

e chegamos rápido à nossa querida cidade,

fui à Igreja São Francisco de Assis,

agradecer a Deus pela minha vida e felicidade.

 

(20.1.2013)

 

* * * * *

 

Viagem à Fazenda Inhumas

 

Dia 2 de fevereiro, um sábado chuvoso,

saímos cedinho e fomos viajar,

de Ituiutaba, Minas, a Quirinópolis, Goiás,

e com a Terezinha nós fomos almoçar.

 

Pelo asfalto o Pálio rodava firme,

enquanto caía uma chuva fininha.

E comigo viajavam dois primos queridos:

o João Paulo e minha amada, Nicinha.

 

200 quilômetros foram logo percorridos,

pois o meu carro anda muito ligeiro.

Entramos em Quirinópolis, e logo chegamos,

ao número 170 da Avenida Dom Pedro Primeiro.

 

A Terezinha Muniz já nos esperava,

foi um prazer estar outra vez ao seu lado.

Fomos tomar café e comer nozinho e pão de queijo,

sem saber que no almoço teria peixe assado.

 

Não demorou muito chegou o primo Vaíto,

o terceiro filho da Terezinha e do Manoel.

O Vaíto é conversador e muito alegre,

onde ele chega está feito o escarcéu.

 

Enquanto a Terezinha fazia o almoço,

o Túlio e a sua mãe nós fomos visitar,

passamos pela casa da prima Sônia,

e na casa da Ademária paramos para prosear.

 

Depois voltamos para a casa da Terezinha,

onde o almoço já estava quase pronto,

tomamos um licor para abrir o apetite,

e o Dr. Antonio ficou meio tonto.

 

Comi demais, pois o almoço estava gostoso,

deitei numa rede e cochilei, muito feliz.

À tarde fomos para a Fazenda Inhumas,

casa da Aida e do Totonho Muniz.

 

Ao chegarmos um cachorro fez uma festa,

e na recepção ele foi o primeiro,

este cachorro lindo e muito brincalhão

tem um ano e se chama Mineiro.

 

Os donos da casa vieram nos receber,

com muita alegria nos rostos estampada.

À tarde fomos ao curral beber leite fresquinho,

depois tiramos fotos no meio da galinhada.

 

Fui ao chiqueiro para ver a porcada,

que o Totonho todos os dias tem de tratar,

vi os cavalos, e fui ao poço de peixes,

ouvindo os pássaros, que voam a cantar.

 

  O rego-d'água passa por dentro da casa,

passa pelo monjolo e movimenta a roda-d'água,

a água cai no poço e vai descendo lentamente,

no Córrego do Jacá é que ela deságua.

 

A Nicinha sempre com um sorriso feliz,

pois nesta fazenda mais alegre ela fica.

Ela me chamou, e eu logo aceitei,

e tomamos um banho gostoso na bica.

 

Depois do jantar, regado a vinho e angola,

começamos a jogar truco, já de noitinha,

o Totonho e eu éramos os parceiros,

contra a Nicinha e a prima Terezinha.

 

Acho que estas duas benzeram o baralho,

eu conto um conto, mas nem sempre invento:

no primeiro jogo só saíamos com figuras,

e o perdemos sem ganhar nem um tento.

 

Logo, logo, perdemos duas quedas,

trucando, levando seis, e delas correndo.

As cartas viraram, e começamos a ganhar,

descontamos as duas quedas, não saímos perdendo.

 

Dormi a noite inteirinha, um sono perfeito,

de manhã lavei o rosto na água que vem da mina.

Saímos da casa do Totonho e da Aida,

e fomos pra casa do Aldevino e da prima Vina.

 

Nesta fazenda a festa já estava armada,

cerveja, mesa de truco, música boa e carne assada,

que pena que temos que voltar para a estrada,

minha vontade era ir embora só de madrugada.

 

Eu e a Nicinha fomos jogar truco de parceiros,

levantamos uma dupla e veio outra depois,

estes eram barulhentos, ganhamos o primeiro jogo,

mas perdemos a queda por falta de um dois.

 

É que de onze a onze, eu era pé do baralho,

e a Nicinha com o zape, pensei: "vamos ganhar".

Um deles me jogou somente um dois,

eu não o matei e nem dei conta de empatar.

 

Levantamos da mesa de truco e fomos almoçar,

comi arroz, feijão, frango e carne assada,

peguei o violão e comecei a cantar,

e fiz mais um versinho para a rapaziada.

 

Nesta casa o clima é de muita amizade,

nem me dá vontade de ir embora,

mas nós temos que voltar pra nossa cidade,

e infelizmente temos de ir é agora.

 

Guardei o violão, e saímos devagar,

o Totonho na frente, e eu na traseira.

Antes de voltar para Quirinópolis,

fomos à fazenda do José e da Odária Ferreira.

 

Voltamos para casa já de tardezinha,

cansados, mas muito felizes com esta viagem.

Dormi mais cedo, porque no outro dia,

tenho de trabalhar com garra e coragem.

 

(2.2.2013)

 

* * * * *

 

Viagem a Acreúna

 

Sexta-feira, na casa do Doutor Celso Ricardo,

jogamos truco e bebemos com gosto de gás.

Comi arroz com linguiça, que estava uma delícia!

e no sábado íamos para Acreúna, no Goiás.

 

Dormi à meia-noite e levantei às quatro e meia,

tomei um banho, pois com sono eu ainda estava,

entrei no carro e fui correndo pra Vila Platina,

onde o Povo do Gerson me esperava.

 

Viemos no carro em quatro pessoas,

eu dirigindo e o Tio Gerson na frente,

no banco de trás a Tia Doracina e a Neide,

o motivo da viagem: visitar a nossa gente.

 

Saímos de Ituiutaba já eram seis horas,

rodamos felizes, e eu não estava tonto,

passamos por vários municípios goianos,

e chegamos a Acreúna às dez em ponto.

 

Liguei pra Nicinha, que está muito longe,

mas que não sai do meu pensamento.

Ela mora em São Pedro, a 900 quilômetros,

sinto saudades a todo momento...

 

Quando chegamos, ó que grande tristeza,

fiquei horrorizado e do povo eu tive dó,

Acreúna, que era uma bela cidade,

tá muito feia e hoje ela virou buraco só.

 

Caí com o carro num buraco, levei um susto,

aumentou a vontade de beber uma cerveja,

fui tocando devagar, e com muito custo,

chegamos ao Supermercado Veja.

 

Encontramos o Celso, o Netinho e a Vera,

trabalhando neste grande supermercado.

Fomos pra sua casa, bebemos e almoçamos,

e eu fui dormir pois estava muito cansado.

 

Perguntamos pela prima Larissa,

a Vera disse: "Ela foi pra Rio Verde, estudar."

Quando a Larissa chegou já era noite fechada,

estava cansada, mas seu sonho vai realizar.

 

Liguei pra Darquinha, esposa do Osvaldo,

pra matar a saudade, mas fiquei chocado,

ela me disse: "Bati a testa num pau e caí pra trás,

e fiquei com o sobre-cu machucado."

 

Mesmo assim ela e o Osvaldo mataram uma vaca,

e depois, à noite, apareceram nesta cidade,

ela disse: "Onde o Povo do Gerson está,

estaremos juntos e é só felicidade.

 

A churrasqueira no sábado eu acendi,

assamos picanha e linguiça bem temperada,

jogamos truco e fui só alegria,

e essa festança foi até de madrugada.

 

No truco eu joguei com o Osvaldo,

contra o Tio Gerson e a Neide, minha prima,

ganhamos a primeira, mas não teve jeito,

eles ganharam duas e ficaram por cima.

 

(23.2.2013)

 

*

 

Fomos dormir, pra recomeçar no domingo,

e foi o Osvaldo quem acendeu a churrasqueira,

eu bebi só água com gás é Sprit Limão,

porque sou o motorista e honro minha carteira.

 

Montamos novamente a mesa do truco,

com os mesmos parceiros da noite passada,

jogo apertado, uma dupla ganhava e a outra descontava,

o Osvaldo e eu perdemos novamente de carrada.

 

Não adiantou nós jogarmos três contra dois,

levávamos seis, e caímos na esparrela,

mesmo o Osvaldo tendo uma companheira:

ensinando sua filha, a prima Rafaella.

 

Neste domingo recordei de minha mãezinha:

a grande Dorcina, filha da Helena e do Nenê Muniz,

porque hoje ela completaria setenta e nove,

mas lá no Céu, com Deus minha mãe está feliz.

 

De repente a Vera ficou desesperada,

e corre aqui e ali, chamando por Deus do Céu,

é que a Lize estava meio tristinha,

e a Vera notou que era saudade do Téo.

 

Obs.: Lize e Téo são dois cachorrinhos.

 

A Neide e o Osvaldo correram para a rua,

e deram muita sorte, pois acharam o Téo, rapidinho,

seria triste se ele tivesse realmente sumido,

porque a Larissa gosta dele como a um filhinho.

 

O Celso e a Vera, com os seus filhos,

trabalham dia e noite, com muito amor no coração,

e a sua empresa está crescendo a cada dia,

porque ali Deus abençoou e pôs a mão.

 

Vamos almoçar, despedir e pegar a rodovia,

pra Ituiutaba vamos voltar, mas com tristeza,

porque aqui só encontramos alegria,

mas vamos voltar, com toda a certeza.

 

Mas peço a Deus que da próxima vez,

o prefeito de Acreúna tenho agido com dignidade.

E além de fazer a infraestrutura e a rede de esgoto,

tenha tampado os buracos das ruas da cidade.

 

 (24.2.2013)

 

* * * * *

 

Viagem a Goiânia

 

A Nicinha e eu levantamos de madrugada,

pra ir a Goiânia, saímos com muita alegria,

onde a Nicinha vai ficar por alguns dias,

ao lado da Pri, esposa do Fernando Garcia.

 

Passando pelo Paranaíba chegamos a Itumbiara,

em Goiás, este grande Estado,

entramos na cidade pra tomar café

na casa da prima Míriam e do Edinaldo.

 

Foi neste dia que eu fiquei conhecendo,

esta família que é unida e muito bela,

formada pelo casal Míriam e Edinaldo,

e de seus dois filhos: Artur e Isabela.

 

*

 

E todo mundo se divertindo,

e um cabra sempre excluído,

é o Jovem, meu cachorro querido,

"sai pra lá, seu cabra fedido..."

 

Obs.: esta estrofe acima foi criada pelo Edinaldo.

 

*

 

Foram duas horas de um papo gostoso,

com pão de queijo e bolo para o nosso deleite.

A Miriam pôs na mesa uma vasilha de manteiga,

que continha óleo em vez de manteiga de leite.

 

Duas horas depois chegamos a Goiânia,

pegamos engarrafamento perto do Serra Dourada,

pouco depois, em frente a este grande estádio,

avistamos o Fernando em sua moto turbinada.

 

Chegamos ao prédio onde ele mora com a Pricilla,

sua esposa amada, que por ele sente amor,

ela está redondinha, grávida de oito meses,

em abril vai nascer o primo-neto, Heitor.

 

No oitavo andar, no ap 801,

fomos bem recebidos pelo casal Fer e Pri,

a cachorrinha deles, a Mini, ficou rosnando,

mas em pouco tempo ela não estava nem aí.

 

A Pricilla já estava preparando o almoço,

antes tomamos Miolo, um gostoso vinho,

comi tanto arroz com salada e molho de peixe,

que não estou grávido mas fiquei bem redondinho.

 

De tardezinha fomos à casa do Marcelo,

neto da Ademária, caçula da Lázara Maria,

lá uns jogavam truco, outros bebiam e comiam,

numa reunião de família onde só tinha alegria.

 

Bebi três cervejas e comi uma gostosa farofa,

e ficamos sapeando o truco, com vontade de jogar,

mas haviam muitos parceiros, e o tempo foi curto,

voltamos para o apartamento, jantamos e fomos deitar.

 

(16.3.2013)

 

*

 

No domingo levantamos bem cedinho,

já com o nosso destino bem traçado,

fomos conhecer a antiga Pirenópolis,

longe da metrópole, um lugar abençoado.

 

Fernando foi pilotando a sua Harley Davidson,

o Álvaro e a Maria Regina numa camioneta branquinha,

em outra moto Davidson foram o Taric e a Chríssia,

e na camioneta do Fer fomos a Pri, eu e a Nicinha.

 

Pirenópolis é linda, e suas ruas calçadas com pedras,

fomos ao Beco da Lua, um pequeno bar-restaurante,

eu fiquei admirado com o lugar, e muito feliz,

de estar ali com a Nicinha, minha amada amante.

 

Tomamos água, cerveja e vinho e fomos a uma fazenda,

perto de Pirenópolis, na famosa Venda do Bento,

onde voltamos ao passado admirando raras belezas

no museu que existe neste grande empreendimento.

 

Nesta fazenda tem muitas peças antigas,

vi algumas delas antes de almoçar:

gamela, rebaixa, bruaca, engenho, gramofone,

confessionário, carro de boi, charrete e tear...

 

Ficamos algum tempo neste lugar aconchegante,

visitamos um minizoológico de aves em viveiro,

ficamos tristes ao ver tantos animais fechados:

tucanos, araras, papagaios e um veadinho mateiro...

 

(17.3.2013)

 

* * * * *

 

Meus 57 Anos

 

Hoje eu estou na capital goiana,

eu vim de longe para comemorar

os meu 57 anos de vida

com a Nicinha, a quem aprendi a amar.

 

Neste dia acordei muito feliz,

ao lado dela, que também me ama,

pela primeira vez eu recebi

um gostoso café da manhã na cama.

 

A Mini também me fez festa,

neste dia eu só recebo carinho e amor,

logo em seguida recebi os parabéns

da Priscilla e de seu filho Heitor.

 

De madrugada o meu celular tocou,

mas eu sonhava, e estava com preguicinha,

de manhã li a mensagem de parabéns,

da Elisangela, a minha filha Caçulinha.

 

Mais tarde recebi outra mensagem,

que me deixou também muito feliz,

foi da minha filha mais velha,

a Aline Domingos Muniz.

 

Muitos amigos e parentes me ligaram,

deixando mensagens ou comigo conversando,

mesmo de longe eles não me esqueceram,

felicidades e muita saúde me desejando.

 

Eu preciso voltar para Ituiutaba,

mas não quero deixar a minha amada.

Ela me pediu, e fez um lindo beicinho,

então eu fico, e vou de madrugada.

 

(24.3.2013)

 

* * * * *

 

Passeio à Fazenda Sossego

 

Saí de Ituiutaba, cidade hospitaleira,

na sexta-feira da paixão, de madrugada,

fui para a rodovia, "Rumo a Goiânia",

pra ver a Nicinha, minha prima amada.

 

Graças a Deus viajei com segurança,

passei por Itumbiara, o Sol estava saindo,

no Posto Alvorada tomei café e comi pão de queijo,

cheguei a Goiânia muito feliz e sorrindo.

 

Liguei para a Pricilla e ela me disse:

"Dona Nicinha foi à padaria."

Fiquei escondido, vendo o meu amor passar,

ela se assustou ao ouvir o meu "bom dia!"

 

Meu amor me deu um abraço e um longo beijo,

que fizeram a saudade sair de fininho,

voltamos sorrindo para o apartamento,

a partir de hoje não fico mais sozinho.

 

Tomamos café, comendo pão com gergelim,

depois saímos pela cidade rodando,

fomos então ao Aeroporto de Goiânia,

esperar o avião que trazia o Fernando.

 

Do Aeroporto fomos ao Carrefour,

que estava lotado de gente e de mercadoria,

o Fernando não aguentou esperar pelo almoço,

foi à lanchonete pois estava de barriga vazia.

 

A Pri e o Fer compraram ovos de páscoa,

e ele disse pra sua mãe, num gesto elegante:

"qual chocolate que a senhora mais gosta",

mas ela trocou um ovo por duas mudas de pata-de-elefante.

 

Já no apartamento elas fizeram um almoço rápido,

que ficou gostoso, uma três vezes eu comi,

nem fizemos o quilo e saímos pra rodovia,

direto pra fazenda onde moram os pais da Pri.

 

A camionete do Fer rodava constantemente,

sentido Inhumas, Pirenópolis, Niquelândia e Cuiabá,

passamos pela pousada "Paraíso dos Sonhos",

e chegamos ao lindo "Salto do Corumbá".

 

Este cenário é de uma rara beleza,

eu não o conhecia, pra mim era segredo.

Depois de umas quatro horas de viagem,

chegamos à linda Fazenda Sossego.

 

Nesta fazenda mora um gentil casal,

que eu pessoalmente ainda não conhecia,

são os pais da Pri, Seu José e Dona Maria,

mais conhecidos por "Pequeno"  e "Lia".

 

Na Fazenda Sossego eu me senti em casa,

pois todos fizeram grande recepção,

a Lia e o Pequeno, e os seus animais,

em especial Belinha, Hulck, Bruce e Campeão.

 

O jantar caipira já estava posto,

Dona Lia nos avisou, muito educada,

meu amor não esperou chamar duas vezes,

e eu fui atrás pra comer arroz com bacalhoada.

 

Depois de comer ficamos na varanda,

eu peguei meu violão para afinar,

com o violão em punho comecei a cochilar,

nem tomei banho e fui logo me deitar.

 

(29.3.2013)

 

*

 

De madrugada ouvi o relincho de um cavalo,

logo depois, o zurro de um jumento,

de orelha em pé, escutei o cantar do galo,

dormi de novo, sem me cobrir, sentindo o vento.

 

Sábado de Aleluia levantamos bem cedinho,

Dona Lia já estava lidando na cozinha,

amassando pão de queijo e com o café coado,

os primeiros a comer foram eu a Nicinha.

 

Depois saímos caminhando pela estrada,

meu amor a meu lado, será para a eternidade.

Admirando as serras e tudo ao redor,

pegando pedras e cristais, e com muita felicidade.

 

Ao voltarmos todos já haviam levantado,

e o Pequeno já voltara do curral,

ele nos mostrou alguns macacos lá no mato,

e disse: "eles estão comendo milho naquele pau".

 

A Nicinha e eu fomos ver os macacos de perto,

levando duas bananas e espigas de milho como petiscos,

mas os macacos-pregos correram de nós e sumiram,

eles vivem livres por isso são muito ariscos.

 

O Fernando nos chamou pra passear na camionete,

rumo à serra onde existe uma linda lagoa,

vimos coisas lindas, que me deixaram extasiado,

desejei ter ali só mais tempo e uma canoa.

 

Vimos uma mula, algumas éguas, cavalos e potros,

vivendo livres no cerrado ao pé da serra,

este lugar libera uma energia positiva,

mais parece um paraíso aqui na Terra.

 

O clima é ameno e o ar é sem poluição,

tem água cristalina escorrendo o dia inteiro.

Mesmo com esta abundância de água,

fiquei dois dias bem longe do chuveiro.

 

Voltando da lagoa paramos a camionete,

o Fernando e eu subimos um morro, a pé,

com um facão ele cortou dois coqueirinhos:

primeira vez que eu comi o tal Catulé.

 

O Fernando, em Goiânia, comprou um vinho francês,

que é bem gostoso, mas deixou gente molenga.

A Pri perguntou: "Amor quanto custou este vinho?"

Quando ouviu o preço ela exclamou: "Aenga!"

 

Depois de tomar duas garrafas de vinho,

Dona Lia chamou para o almoço feito por ela,

fomos almoçar, e até a Nicinha repetiu,

pois Dona Lia serviu "um franguinho na panela".

 

Após o almoço, havíamos combinado

de andar a cavalo, antes da chuva cair,

mas logo começou uma chuvinha abençoada,

o silêncio foi total: todos fomos dormir...

 

(30.3.2013)

 

* * * * *

 

Viagem a Aparecida do Rio Doce

 

Pra matar a saudade que sentíamos da Tia Fiíca,

viajamos para o Rio Doce, no estado de Goiás.

Fomos a Nicinha, eu e a Tia Maria Aparecida,

graças a Deus viajamos felizes e em paz.

 

Não avisamos a ninguém que iríamos,

chegamos e batemos no grande portão.

Escutamos alguém dizer lá de dentro: "Já vai."

Mas batemos várias vezes, por provocação.

 

A prima Onilta também estava na casa,

batemos outra vez na lata do portão.

A Nicinha disse: "Vamos nos esconder,

porque a Onilta vai sair com um facão!"

 

Mas tudo isso não passou de brincadeira,

ao entrarmos, fomos recebidos com alegria,

abracei a Tia Fiíca, que há tempos eu não via,

e sua filha, a Nicinha, de felicidade também sorria.

 

Eu vi um ovo sobre o muro do galinheiro,

e perguntei para a Tia Fiíca, mãe da Nicinha:

"Foi a senhora quem pôs aquele ovo pra Santa Clara?"

E ela me disse: "Eu não, quem pôs foi a galinha..."

 

A Sabrine, neta do Batata e da Oneida,

de Aparecida do Rio Doce é a garota mais bela,

puxou só um pouco as feições do pai,

noventa por cento ela herdou da mãe, Gabriela.

 

Fomos passear à casa da Sandra e do Olgaídes,

que ele construiu quase que sozinho.

Lá é um recanto muito gostoso e tranquilo,

à sombra das árvores comemos queijo com cafezinho.

 

O almoço foi na casa do Nenê Batata e da Oneida,

comi bastante, que fiquei até empanzinado.

A Nicinha preparou, e eu bebi, bicarbonato com limão,

depois peguei o violão e fiquei ali, pasmado...

 

Fiquei assim por um simples motivo:

as mulheres não paravam de conversar.

Eram a Nicinha, Onilta, Sandra, Tia Maria,

Flávia e Gabriela; que não me deixaram cantar.

 

À noite fomos a um jantar dançante,

mas ficamos muito decepcionados,

pois além de não ter o forró esperado,

cantaram duas duplas de desafinados.

 

Voltamos mais cedo desse jantarzinho,

ao chegarmos em casa: que problemão,

procurei nos meus bolsos e não encontrei

a chave de casa nem a do portão.

 

Voltamos procurando-as, até chegar ao salão,

que já estava vazio, com frequência baixa,

fui ao barzinho e, graças a Deus,

o molho de chaves estava no Caixa.

 

(11.5.2013)

 

*

 

No domingo, levantamos bem cedo,

tomamos café, quase que a bolacha acaba.

Enquanto ouvíamos o barulho dos papagaios,

que faziam festa num pé de jabuticaba.

 

Voltamos ao sítio da Sandra e do Olgaídes,

onde almoçamos, e que almoço delicioso,

depois fomos caminhar às margens do Rio Doce,

onde a natureza pinta um quadro majestoso.

 

Regressamos à casa, com os pés sujos de areia,

mas sorridentes e com a alma lavada.

Fomos jogar baralho para distrair um pouco,

pois de tarde voltaríamos para a estrada.

 

A Sabrine entrou na sala, esbaforida,

e quase que ela abriu um berreiro,

só porque um galo muito malvado

bicou um pintinho lá no galinheiro.

 

Saí de lá com um aperto no coração,

a vontade era ficar ali pelo menos mais um dia,

mas combinamos de voltar àquele lugar,

onde a tranquilidade é parceira da alegria.

 

(12.5.2013)

 

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