Versos de improviso

feitos por

Edson Angelo Muniz

 

 

 

* * * * *

 

Na Mercearia do Odélio

 

Quem não conhece o amigo Odélio,

está perdendo uma grande amizade,

e na porta da sua mercearia,

reunião de políticos não é novidade.

 

Eu nasci em Ituiutaba,
e sou bairrista como ninguém.
E pra melhorar a nossa cidade,
vamos votar no 15.100.

A Câmara de Ituiutaba,
precisa de inteligência,
vamos eleger Marlúcio Buiatte,

sinônimo de trabalho e competência.


Ituiutaba está engatinhando,
isso me dói no coração.
Pra que esta história mude,
Valter Filho e Marreta é a solução...

 

(25.8.2012)

 

* * * * *

 

Aniversário do Cobrinha

 

Milhões de vezes eu já fui feliz,
nesta abençoada e linda vida minha.
Porém hoje eu estou mais contente,
comemorando o aniversário do Cobrinha.

Eu não gosto de mentira,
por isso vou contar pra vocês,
o Cobrinha fala que faz 38,
mas ele hoje completa 53.

O Cobrinha está ficando velho,
mas ele tem cara de ser novinho,
principalmente hoje quando está
ao lado do seu amigo Betinho.

O Betinho é um cara legal,

está com tudo e ninguém se mete.
Mas ele vai levar o maior pau,
da sua mulher que o espera na caminhonete.

O Cobrinha já tem 53 anos,
mas às vezes balança a estrutura.
Ele ainda está firme, e lutando,
só porque tem a Tânia que te segura.

O Cobrinha nasceu gordinho,
viver feliz é a sua sina.
Ele é neto do João Grosso e da Tia Maria,
filho do Carlito e da saudosa Cidorcina.

Ficamos na cozinha bebendo e cantando,

até que arrebentei uma corda do meu violão.

Quando fomos dormir, já passava da meia-noite,

uns dormiram em camas, outros em colchões no chão.

Dormi demais, levantei de ressaca,
e já encontrei a Ivalnice de pé,
lavando roupa, limpando a casa,
e ela coou um gostoso café.

 

(25.8.2012)

 

* * * * *

 

Aniversário do Walter Gonçalves

 

Vou dizer agora o motivo desta festa,
desta alegria e muita brincadeira,
hoje comemora-se mais um ano de vida
do senhor Walter Gonçalves Ferreira.

O domingo está muito animado,
carne assada e cerveja geladinha,
jogo de truco, muitos parentes e amigos,
na fazenda do Walter e da Toinha.

Ele está com o semblante feliz,
nasceu em agosto, no dia vinte e seis.
vamos viver ainda muitos anos juntos,
pois hoje o Walter só faz setenta e três.

Ele nasceu em trinta e nove,
numa fazenda, lá na barra do Barreiro.
Em sessenta e seis se casou com a Toinha,
há quarenta e seis anos é o seu fiel companheiro.

A vida é bela e muito feliz,
somos nós que a tornamos ingrata,
esta reunião vai entrar pra história
desta fazenda no alto da Prata.


O jogo de truco está muito animado,
na fazenda do Walter e da Toinha,
o Sílvio e eu levamos um couro danado,
do Tio Antenor e do primo Cobrinha.

Neste domingo, ensolarado,
vamos viver uma dupla alegria,
o aniversário do Walter Gonçalves,
e o noivado do Cassiano e da Talia.

Gurinhatã viverá grande mudança,
que até hoje ainda não vi,
pois o seu povo pede o 45,
e pra prefeito vai votar no Esli.

O Toinzico tá do outro lado,
mas este meu primo nunca perdeu,
por isso ele vai repensar seu voto:
votar no Esli e abandonar o Leleu.

O Morcego voa até no escuro,
mesmo voando às cegas, até aqui,
uma luz surgiu na mente dele:
o Maurício também vota no Esli.

Gurinhatã é uma cidade hospitaleira,

terra de gente de muitos valores,
e nas urnas deste mês de outubro,
Dênis e Esli serão os vencedores.

A Cidade do Pássaro Azul,
será mais feliz, e eu sou franco,
porque o seu futuro prefeito,
é experiente, pois já tem o cabelo branco.

Eu gosto de fazer versos e de cantar,
mas, às vezes, me torno um chato.
Vou guardar este belo violão,
e pegar bem firme num prato.

Na casa da Nêga e do Toinzico, certo dia,
a Neide, tonta, bebeu suco de uva,
ela ficou ruim, vomitou e disse:
"Tô vomitando sangue; vou ficar viúva!"

E o Valtenis, também na casa da Nêga,
bebeu demais (novidade), e ficou mamado,
foi ao banheiro, e errou o rumo da cama,
quando viu, tava abraçado com o Idivaldo.

O jogo de truco é uma beleza,

nesta família é uma das muitas tradições.
O Cobrinha e o Tio Antenor Rosado,
ainda não levantaram, são os campeões.

É muito bom estar com vocês,
eu gosto muito de estar entre o meu povo.
Quero que todos vocês me ajudem,
a cantar parabéns para o Walter, de novo.

A coisa mais triste neste mundo
é ficar longe de um alguém.
Eu quero pedir neste versinho,
pra Toinha dar um beijo no seu bem.

A Tânia está muito elétrica,
ela pensou que o Cobrinha ia fugir,
tascou um beijão na boca do seu marido,
e nem foi preciso a galera pedir.

Não vai ser possível falar o nome de todas,
mas aqui só tem mulher bonita:
Gláucia, Larisse, Lorrane, Michele
e a Karina, fazendeira na região da Gurita.

Não posso me esquecer das primas pequenas,

que trazem a beleza e o sorriso na cara:
Maria Fernanda Muniz e a Eduarda,
outra Maria Fernanda e a Samara.

O Juninho foi quem fez a brincadeira,
vou explicar, para não ter confusão,
o noivado do Cassiano e da Talia
fica para uma outra ocasião.

Este domingo será inesquecível,
pois é feliz e cheio de emoção.
Já está na hora de ir embora,
a Maria só vai quando esvaziar o último litrão.

A Maria está muito esquisita,
como esse amor por este litrão,
parece que ela tá gostando mais
deste litro do que do Valtenis, meu irmão.

Eu já estou tonto e muito cansado,
e estou querendo me deitar no chão.
O Valtenis só veio me mostrar,

mas vou provar desse prato de mamão...

Vamos nos despedir do Walter e da Toinha,

e partir para a nossa querida cidade.
Deixo um abraço a todos desta casa,
e levo comigo alegria e saudade..

 

(26.8.2012)

 

* * * * *

 

No rancho do Élito e da Marli

 

Neste primeiro sábado de setembro,
como sempre, trabalhei até meio-dia,
fui almoçar, reencontrei o amigo Élito,
nos abraçamos com imensa alegria.

Ele me convidou pra ir ao seu rancho,
na beira do rio, e eu logo aceitei,
ele explicou o caminho, e fez um mapa,
vim sozinho, e graças a Deus aqui cheguei.

Cumprimentei os donos do rancho,
que são muito gentis, e vieram me abraçar,
a Marli conversava com algumas amigas
em uma mesa sob a luz do luar.

Isso já era "Tarde da Noite",
peguei o violão naquele instante,
toquei e cantei modas sertanejas,
o Élito me acompanhou com o seu berrante.

Conheci ali o jovem Jonathan,
mais um amigo, que pra mim é uma glória,

ele ao nosso lado, cantava também
e disse: "As músicas de hoje não têm história!"

Fomos dormir já era de madrugada,
levantei cedo pra ficar mais tempo à toa,
Dona Mocinha, que já estava de pé,
me serviu café: eta vida mais boa.

Admirando a imponência do Paranaíba,
ouvindo os sons da mãe natureza,
eu senti mais sede de vida,
neste rancho que é uma beleza.

No domingo o sol veio nos visitar,
com gargalhadas de calor e claridade,
o Élito abriu uma cerveja gelada
e brindamos à nossa eterna amizade.

Quando cheguei não vi a Evelyn,
só no domingo que ela me saudou,
e conheci a sua amiga Naessa,
duas belezas que Deus criou.

Eu como peixe, mas não gosto de pescar,
talvez porque isso eu nunca aprendi,
mas o Jonathan, o Lucas e o Marcos Paulo
pescaram tilápia, cedezinho e mandi.

O Lucas é um rapaz inteligente,
e tem pinta de ser um grande artista,

ele é um cara muito extrovertido,
mas infelizmente é mais um flamenguista.

Ser flamenguista não é defeito,
até o seu cachorro é, e isso não é demais,
o importante é vivermos desse jeito:
sempre lutando por nossos ideais.

Esta é a primeira de muitas vezes,
que venho aqui viver essa emoção,
no rancho do Élito e da Marli
que por enquanto é o Rancho do Miguelão,

 

(2.9.2012)

 

* * * * *

 

De volta a São Pedro

 

No feriado de 7 de Setembro,

para São Pedro novamente viajei,

a viagem, neste dia, foi mais rápida,

pois vim correndo e em poucas horas cheguei.

 

O amor é a mola mestra do mundo,

e foi ele que mais me impulsionou.

Ao chegar, a serra da Ju ficou mais linda,

quando à Nicinha o meu olhar avistou.

 

Todo meu cansaço desapareceu,

e o meu astral logo se transformou,

ao receber dela um abraço apertado

e um longo beijo que me empolgou.

 

Chegando ao sítio, fiquei mais feliz,

ao abraçar a Tia Fiíca e vê-la sorrir.

Cumprimentei a todos, e na hora do almoço,

conheci os pais do Reiner: a Neida e o Valmir.

 

À tarde, peguei o amigo violão

e cantei algumas modas, pra começo,

depois o Valmir cantou comigo, e a nossa dupla

cantou melhor que muitas duplas que conheço.

 

Depois da cantoria começamos a jogar truco,

pra aumentar a euforia e as emoções,

eu e a Nicinha contra o Valmir e o Reiner,

foi pura sorte que eles foram os campeões.

 

Fomos dormir em Águas de São Pedro.

e o nosso amor nesta noite explodiu.

Dormi feliz, acordei de madrugada,

olhei do meu lado: "A Nicinha sumiu!"

 

Fui ao banheiro, e na cozinha pensei:

"Será que a Nicinha saiu pra comprar pão?"

Mas em outro quarto, dormindo a encontrei,

tudo porque meu ronco é pior que um trovão.

 

Eu sabia do ciúme das pessoas,

mas hoje eu vi uma coisa muito bonita,

quando eu abracei e beijei a Nicinha,

quem ficou com ciúme foi a bela Lolita.

 

A Lolita estava em um pé de amora,

mas quando me viu à Nicinha beijar,

saiu voando e pousou no meu ombro,

e brava e agitada ela queria me bicar.

 

Obs.: Lolita é uma papagaia que foi criada pela Nicinha, com muito carinho.

 

Nem toda sogra é uma megera,

nem toda nora é um espinho,

entre a Juliane e a Dona Neida,

existe paz, amor e carinho.

 

A Victória gosta de brincar no sítio,

imita bichos, corre e pula; hoje eu vi.

Ela me disse: "A Charlot está sorrindo."

Eu respondi: "Ela está rindo é da Vivi."

 

Obs.: Charlot é a cachorrinha,

que neste dia também estava no Sítio.

 

Neste sítio todos se sentem felizes,

pois este lindo recanto é uma glória,

e tem seus mistérios, e a Nicinha vai me contar:

o "Caminho da Serra" e o "Capeta da história".

 

(8.9.2012)

 

*

 

O domingo foi um dia tranquilo,

muita mordomia enquanto o tempo passava,

e enquanto o Reiner e o Valmir trabalhavam,

eu, na sombra, bebia cerveja, tocava violão e cantava.

 

A Nicinha e a Juliane fizeram,

no fogão de lenha da sua nova morada,

um franguinho caipira na panela de ferro,

arroz branco e uma gostosa feijoada.

 

Comi demais, bateu uma sonolência,

deitei na rede, com a Nicinha do meu lado,

não demorou muito a rede arrebentou,

e nós dois levamos um tombo lascado.

 

Muita gente diz, e é uma grande verdade,

"A palavra tem força", e este tombo provou,

pois um pouco antes o Valmir me disse:

"Cortar o punho desta rede, eu vou!"

 

Quando contamos para a prima, Linéa,

que a rede havia nos derrubado,

ela disse, com um sorriso nos lábios:

"Não desejei, mas nisto eu tinha pensado."

 

Fiquei com o pescoço doendo muito

e a Nicinha com o bumbum dolorido,

sem contar que um dos cachorros, o Madox,

por ser fiel à Nicinha correu um sério perigo.

 

Porque onde a Nicinha vai o Madox vai atrás,

e debaixo da rede ele estava deitado,

quando caímos, ele foi muito esperto,

saiu correndo para não ser esmagado.

 

Amanhã, com tristeza, vou embora,

levando no peito uma saudade danada,

e a certeza de que a voltarei breve a São Pedro,

pois a Nicinha é a minha grande amada.

 

(9.9.2012)

 

* * * * *

 

Aniversário do Gilberto

 

Eu cheguei de viagem agora mesmo,

mas não consegui descansar e ficar quieto,

a Darci me convidou, e eu jantei,

e depois vim cantar parabéns para o Gilberto.

 

Ele nasceu em 1965,

é o caçula da Ambrósia e do Tonicão,

e se casou em 1991,

com a Maria Delfina, sua eterna paixão.

 

Quando eles namoravam na fazenda,

o Gilberto era gamado, dava até pena,

ele começava a trabalhar na segunda,

e parava na quarta, dizendo: "Vou ver a morena."

 

O Gilberto ia namorar de bicicleta,

chegava suado, olhos brilhando como um vagalume,

e nem esperava abrandar o calor,

pegava um vidrinho e se banhava de perfume.

 

O Gilberto foi tirar mel de oropa,

e quebrou a perna, mas ele tem opinião,

enquanto seu amigo foi buscar recurso,

com medo de cobra ele foi se arrastando pelo areião.

 

O Gilberto é um primo divertido,

é bom de truco, trabalhador e bom irmão,

para ele não tem nada difícil,

e num pagode ele é o campeão.

 

O Gilberto e sua esposa, Maria Delfina,

é um casal que tem muito amor e muita fé,

e Deus lhes deu de presente dois filhos:

o Marcos Antonio e o Ailton José.

 

(9.9.2012)

 

* * * * *

 

Na Fazenda Formatto

 

Nesta sexta-feira, depois do expediente,

fui convidado para ir, no sábado, pescar

no Rio da Prata, na Fazenda do Maurício,

erramos o caminho mas conseguimos chegar.

 

Viemos de carro, por estrada de terra,

passamos nas duas pontes do Salto,

esta viagem foi um santo remédio

contra meu estresse que é muito alto.

 

Edilson José, o meu querido irmão,

resolveu e foi comigo, quanta alegria,

ao chegarmos à beira do Rio da Prata,

bebemos cerveja, e molhei os pés na água fria.

 

O Zé Gordin é de palavra e combinou:

"Vou embora sábado", ele falou pra sua mulher,

mas quando chegamos, ele resolveu:

"Só vou no domingo, se Deus quiser!"

 

Os pescadores já de caniço na mão,

mas só um mandi haviam pescado,

o Luiz, o Fausto e o Zé Gordin,

nos disseram que o maior peixe havia escapado.

 

O Rio da Prata está muito vazio,

vítima do desmatamento e da estiagem,

os florestais proíbem nele pesca e banho,

mas não prendem quem desmata até na margem

 

O caseiro do Maurício é gente muito boa,

só vim a conhecê-lo, nesses confins, 

é brincalhão e gosta de uma pinguinha,

o seu nome é Adelson Martins.

 

O Adelson fica muito tempo sozinho,

mas é alegre e bom companheiro,

ele gosta de fazer brincadeiras,

e disse que o Luiz tem cara de padeiro.

 

Ficar sozinho às vezes é muito triste,

para o Seu Adelson isso não é problema,

mas ele confessou que sente saudade

de quando frequentava a casa da Iracema.

 

O Adelson ficou meio grogue,

ele foi dormir mas, não foi de preguiça,

e pediu para o amigo Zé Gordin

trazer para ele pão com linguiça.

 

O Senhor Adelson ficou tão mamado,

pensou em tomar banho, e na cama sentou,

tirou a botina, mas caiu desmaiado,

dormiu sujo só de madrugada acordou.

 

O Seu Adelson é um velho inteligente,

trabalhador, e macho pra chuchu,

mas ele hoje está muito nervoso,

já mandou todo mundo ir tomar no ...

 

Esta fazenda de 46 alqueires

de terra vermelha, que vale ouro.

Enquanto eu cantava, lá da represa,

os marrecos faziam o coro.

 

Aqui, neste recanto abençoado,

onde a natureza é um esplendor,

eu subi na escada da caixa-d'água

e matei a saudade falando com o meu amor.

 

(22.9.2012)

 

*

 

Dormi tranquilo, sonhei demais...

Acordei sorrindo, sem sobressalto,

fiquei deitado, ouvindo o cantar dos pássaros,

e só me levantei quando o Sol já estava alto.

 

Ouvi as três-potes, os sabiás e outras aves,

vi as araras, as emas, o tucano, as angolas,

os marrecos, as galinhas e outros animais,

todos livres de cercas e das gaiolas.

 

O Luiz Marceneiro gosta de tomar pinga,

e quando ela acaba, ele chupa até a rolha,

pra tira-gosto: salada de alface e rúcula,

o Zé Gordin chamou ele de "Zé Folha".

 

O Luizinho e o Faustinho

brigam até quando arrancam minhoca,

mas que estes amigos queimam a rosca,

eu acredito que seja só uma fofoca.

 

O Fausto é vascaíno de carteirinha,

e na pescaria ele é um grande artista,

mas neste domingo o Prata não tá pra peixe,

e ele pescou somente um Flamenguista.

 

O Zé Gordin é o cozinheiro oficial,

e vou confessar uma coisa pra vocês:

o rango de hoje ficou tão especial,

que só eu comi mais de uma vez.

 

Minhas funções nesta pescaria:

levantar copo, tocar o meu violão,

comer peixe frito, fazer versos e cantar,

e isso eu faço com muita satisfação.

 

Chegou a hora, já temos que partir,

deixando aqui o Seu Adelson muito triste,

mas vamos voltar, o senhor pode ter certeza,

pois neste recanto só alegria existe.

 

(23.9.2012)

 

* * * * *

 

Casamento de Angélica e Ricardo

 

O dia 29 do mês de setembro,

foi um sábado de muita alegria,

o casamento do Ricardo com a Angélica

no Santuário Nossa Senhora da Abadia.

 

A cerimônia começava às 18 horas,

o sol quente e um calor arretado,

noivos e padrinhos chegaram na hora,

mas até eu cheguei meio atrasado.

 

O nosso cérebro é uma grande potência,

mas às vezes nos coloca em uma fria,

peguei minha máquina para fotografar o casamento,

só depois vi que ela estava sem a bateria.

 

O Ricardo é meu primo segundo,

filho da Edna e neto da Tia Doracina,

ele é um caboclo de sorte,

pois se casou com uma linda menina.

 

A Angélica, que descende de várias famílias:

Tomás, Silva, Martins, Silveira, hoje está mais feliz.

Ela é filha da Lacilda e do Zé Francisco,

e agora entrou para a Família Muniz.

 

A Gláucia não queria ir ao casamento,

e ela disse: "com vergonha eu estou."

Sua mãe insistiu, e ela se aprontou,

e em uma linda mulher se transformou.

 

A recepção foi uma grande festa,

de muita alegria, cerveja e comida com fartura.

A Gláucia, lá no salão se revelou:

"Quando eu tiro o sapato, ninguém me segura."

 

A Gláucia, quando se enturmou,

o sapato em cima de uma mesa colocou,

uma taça, cheia, ela quebrou,

e descalça no salão ela dançou.

 

Chegando em casa, toda sorridente,

uma jarra de suco de uva ela tomou,

foi para a cama, e logo desmaiou,

mas nem os pés a Gláucia lavou.

 

Eu fiquei muito alegre, pulei e dancei,

fui bem atendido, e bebi a minha cota.

De Goiás veio a Nenê e o Zé Mariquinha,

e a Terezinha, filha da Tia Candota.

 

Nossa família sempre foi muito unida,

e nesta festa nós éramos a nata:

filhos, noras e netos da prima Darci;

João Pedro e Dolíria; Zé Renato e Renata.

 

A Dulce parecia uma Cinderela,

mas eu não sou mais o seu fã,

pois, em Gata Borralheira se transformou,

e a Thaís me disse: "Essa sou eu amanhã."

 

Tia Joana estava emocionada,

ela se lembrou do seu esposa amado,

pois há 50 anos, neste mesmo dia,

ela e o Tio Orípedes haviam se casado.

 

Vou homenagear a uma linda priminha,

com um abraço e um beijo com carinho,

que neste dia completou 7 aninhos,

é a Bárbara, filha da Irla e do Robinho.

 

Na hora da vaquinha com a gravata,

muitos amigos participaram, com zueira,

mas eu não vi, e quase tenho certeza,

que o Fabinho não tirou nada da carteira.

 

Coisa mais linda é viver com alegria,

junto  de amigos e de parentes meus.

Desejo que o Ricardo e a Angélica

sejam sempre abençoados por Deus.

 

No domingo a festa continuou,

com um almoço de confraternização.

mesmo com ressaca e as pernas doloridas,

fui participar de mais esta emoção.

 

O som do carro estava muito baixo,

alguém reclamou: "O som está baixinho."

O Luizmar disse: "Não aumente, foi o Ricardo."

pediram pro Zé Renato aumentar só um pouquinho.

 

O Zé Renato falou: "Não quero encrenca

com o meu querido cunhadinho.

Vocês me pedem para aumentar o som,

só porque eu sou escurinho."

 

E o Zé Renato, que veio de Quirinópolis,

é um cara legal e bom companheiro,

mas aqui, onde ele é convidado,

transformaram o coitado em churrasqueiro.

 

Vou parar de escrever estes versos,

e curtir esse domingo ensolarado.

O Valtenis não está bebendo hoje,

vai trabalhar mais tarde: "Oh, coitado!"

 

Eu já bebi tanta cerveja,

que já estou ficando meio tonto,

vou largar o copo e o violão,

e pegar o prato, pois o rango ficou pronto.

 

Teve gente que já colocou arroz,

nunca vi gente tão apressada,

eu vou esperar, e deixar pra depois,

pois o Luizmar está cortando a carne assada.

 

(30.9.2012)

 

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