FAMÍLIA MUNIZ
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

HISTÓRIA DO SOBRENOME MUNIZ

       

        O sobrenome MUNIZ é de origem patronímico, derivado do nome do patriarca desta família. Desta maneira MUNIZ vem do nome de origem castelhana "MUNO" e sufixo patronímico "iz", e, neste contexto, o sobrenome significa "filho do mundo". Este nome medieval se registrou através das formas latinas de "Munnius" e "Monnius", mas não se sabe com precisão científica o seu significado. Alguns autores apontam a possibilidade de que MUNO derive de uma raiz germânica "mund" que significa "PROTEÇÃO".

        A família mais conhecida deste nome procede do antigo reino de Valença, donde alguns de seus membros prestaram seus serviços e juraram sua fidelidade ao Rei Dom Jaime I "El Conquistador", o qual foi o autor da reconquista de Valença contra os mouros, em 1245. Outras famílias com o nome MUNIZ se assentaram em diversas partes da Espanha, como León, e sua presença também chegou ao continente americano, particularmente no México e em Cuba.

        Entre as referências a este sobrenome se encontra Dom José Maria Muñiz Gil, advogado de profissão, que ostenta o título de Visconde de Cermens, título que foi outorgado pela primeira vez em 30 de março de 1647.

        No "Índice dos Sobrenomes Comprovados da Ordem de Carlos III" figuram Alonso Muñiz, Josefa de Muñiz e Juan Muñiz.

        Um dos ramos desta família floresceu em Silves, dando alguns alcaides-mores da mesma cidade. No seu Nobiliário, Rangel de Macedo relata: estes Monizes não parece provirem de D. Egas Moniz, cujos descendentes foram os Coelhos, os Alvarengas e os Ataídes, mas sim do herói Martin Moniz, o que os Mouros mataram na tomada de Lisboa, à porta do castelo. Porém a opinião de Rangel de Macedo parece ser posta em dúvida pelo fato de estes Monizes, de Silves, usarem freqüentemente o nome Egas Moniz, o que faz supor que possam descender de Egas Moniz.

        Garcia Moniz, irmão de Vasco Moniz, viveu em Faro e foi guarda-mor do infante D. Henrique. Não parece ter casado nem deixado geração. Seu irmão primogênito, Vasco Moniz, foi vedor da casa do dito infante D. Henrique, e casou com Beatriz Pereira, filha de Paio Pereira, e tiveram Henrique Moniz, que foi alcaide-mor de Silves, casado em primeiras núpcias com Isabel da Costa. Casou o dito Henrique Moniz pela segunda vez, com Inês Teles Barreto, filha de Gonçalo Nunes Barreto.

        Diogo Moniz, filho de Henrique Moniz com Inês Teles, que foi alcaide-mor de Silves, casou com Maria de Melo, filha de Martim Afonso de Melo e de Beatriz de Sousa, tendo duas filhas. Casou este Diogo Muniz pela segunda vez com Margarida de Ataíde, filha de Álvaro de Ataíde, e houveram a Henrique Moniz, alcaide-mor de Silves.

        Duarte Moniz, 4.º filho de Henrique Moniz e Inês Teles, casou com Isabel Barreto, filha de João Teles Barreto e de Catarina Correia e houveram a Egas Moniz Teles, que foi frade e saindo da religião, casou com Guiomar, filha de Vicente Monteiro e de Brites Simões.

        Sebastião Monteiro Teles, filho de Egas Moniz Teles e Guiomar, casou com Maria Teles de Meneses e tiveram Manuel Teles Moniz, o Velho, que casou três vezes, sendo o seu segundo casamento com Francisca Corte Real, filha de Cristóvão Viegas Corte Real e de Isabel Pacheco. Tiveram Manuel Teles Corte Real.

        Manuel Teles Moniz, o Velho, casou pela terceira vez com Isabel de Siqueira, tendo havido seis filhos dos dois sexos.

        Entre as variações do Sobrenome Muñiz, derivado do nome próprio MUNO, se encontram Muñoz, Moñiz, Muñioz, Munios e Munones.

 

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        Brasão de Armas: de ouro, com uma águia despregada de sabre.

        Interpretação: a cor dourada do campo denota generosidade, honorabilidade, nobreza, valor e elevação de espírito, o sabre negro é o símbolo da modéstia e da constância; a Águia representa poder, rapidez, sabedoria.

        Timbre: Três plumas de Avestruz. — Origem: Espanha.

 


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Ramo Português: MONIZ — MUNIZ

 

        Vem a ser esta Antiga Família muito ilustre e importante, por suas origens nobres.

        Moniz teria sido originariamente patronímico de moninho, na sua forma abreviada: monio.

PORTUGAL — No tempo do rei Dom João I viveu Gil Aires Moniz, um dos cavaleiros da casa real, casado com Maria Pires. Gil Aires Moniz era senhor de quintas e torres em Silves, onde criou raízes. Senhor também de títulos nobiliários, comendador da Ordem de Alcântara e de Veiros.

        Seu Brasão de Armas de Família foi confirmado pelo soberano português. Brasão de Armas: clique aqui.

        Vasco Gil Moniz, filho de Gil Aires Moniz, casou com D. Leonor de Lusignan, filha de Febo de Lusignan, descendente direto de Américo de Lusignan, rei de Chipre. D. Leonor veio de Aragão por dama de D. Isabel, mulher do infante D. Pedro, duque de Coimbra, dando este casamento origem ao ramo dos Monizes de Lusignan, ou de Lusinhano, como também se usou em Portugal.

 

 

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        BRASIL — Alão de Morais, no seu Nobiliário, em título de Monizes, p. 277, diz que Vasco Martins Moniz, 2.º filho de Henrique Moniz e Inês Teles Barreto, casou na ilha da Madeira com Joana Teixeira, sua terceira mulher, filha de Lançarote Teixeira. Teve este matrimônio como 6.º filho Egas Moniz, que casou com uma filha de Afonso Roiz, e foram pais de Henrique Moniz Teles, que viveu no Brasil e casou com Leonor. Deste enlace nasceu Diogo Moniz, que casou com uma filha de Manuel Gomes da Vitória, lavrador de Canos, no Brasil, e houveram geração. Rangel de Macedo, no seu Nobiliário, em Título de Monizes, p. 287, diz que Antônio de Arez, filho de..., casou no Brasil com Antônia Moniz, filha de Henrique Moniz Teles e Leonor.

 

 

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        MINAS GERAIS — Pedro José Muniz, natural da Ilha de São Miguel, arquipélogo dos Açores, no oceano Atlântico, veio para o Brasil, e em 1770 casou-se com Ana Maria das Neves. Em 1779, registrou-se "como morador nos campos de Cabo Verde" (Poços de Caldas/MG), onde ocupou uma enorme extensão de terras; em 1780, "como morador na Vanglória, caminho de Cabo Verde". Pedro José Muniz foi a primeira raiz da grande árvore genealógica da família Muniz, plantada em Campestre, Minas Gerais. Ele é pai de Manoel José Muniz e Francisco José Muniz, fundadores da Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Campestre; e de Joaquim José Muniz (quinto avô materno de Edson Angelo Muniz, autor do livro FAMÍLIA MUNIZ - TRONCO DO TRIÂNGULO MINEIRO).

 

        DE CAMPESTRE (MG) PARA ITUIUTABA (MG)

 

        Os Muniz, quando saíram de Campestre, usaram os trilheiros de São Paulo e passaram pelos vaus do Rio Grande: o do Desemboque, depois o da Espinha, perto de Uberaba/MG. Passaram por Nossa Senhora dos Morrinhos do Prata (atual cidade do Prata), e daí, a São José do Tijuco (Ituiutaba). Mas, havia ainda pela frente algumas léguas a caminhar até a grande gleba que compraram: as fazendas Santa Rosa, Santa Bárbara, São Jerônimo e Junco, nas margens esquerdas do Rio da Prata. Para chegar até aí, a grande comitiva dos Muniz passou pelo vau da Jacuba, no Rio da Prata, um pouco abaixo do lugar que hoje é conhecido como "Ponte do Meio". Ainda hoje existem descendentes de Joaquim José Muniz radicados nestas terras enquanto que outros foram para Gurinhatã, Campina Verde, Santa Vitória, Iturama e demais cidades da região, formando o grande "TRONCO DA FAMÍLIA MUNIZ NO TRIÂNGULO MINEIRO".

 

        TRIÂNGULO MINEIRO — Joaquim José Muniz, filho de Pedro José Muniz e Ana Maria das Neves, nasceu em 8 de junho de 1792, no Município de Campestre, MG, e lá mesmo casou-se com Maria da Cruz, em 1809. Ela é filha de Jerônimo da Costa Pinheiro e Maria da Assumpção. Sempre moraram em Campestre, mas, em 1842, Joaquim José Muniz e sua família vieram para o "Sertão da Farinha Podre", e fixaram-se em terras na região do Rio da Prata, precisamente no "São José do Tijuco" (atual cidade de Ituiutaba, MG). Tiveram dois filhos: Ignácio José Muniz (1812) e José Ricardo Muniz (1814). Este último é o tataravô materno de Edson Angelo Muniz, autor do livro "Família Muniz - Tronco do Triângulo Mineiro" e deste site.

 

        José Ricardo Muniz c.c. sua prima Mariana Beatriz da Conceição, filha do Tenente Inácio José de Loiola e Ana Gertrudes Muniz (irmã de Joaquim José Muniz). O casamento se deu aos 6 de fevereiro de 1837, ainda em Campestre(MG). Tiveram sete filhos: Vicente José Muniz, Ignácio José Muniz (trisavô materno do Edson), Benevenuto José Muniz, José Ricardo Muniz (filho), Joaquim José Muniz (neto), Serafim José Muniz e Francisco José Muniz.

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Fonte: Livro Pedro José Muniz – História, Genealogia e Memórias, de Eneiva Glaúcia de Souza Franco.

 

 

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        Ignácio José Muniz c.c. Purcina Maria de Jesus, filha de Manoel Severino da Silva e Rufina de Souza (Manoel Severino da Silva é do Tronco Severino, que também foi descrito no livro FAMÍLIA MUNIZ - TRONCO DO TRIÂNGULO MINEIRO). O casamento se deu em 22 de abril de 1860, na Fazenda Santa Bárbara, no Distrito de São José do Tijuco (hoje Ituiutaba, MG). Tiveram seis filhos: Maria Purcina da Cruz, Joaquim Theodoro Muniz, Francisco José Muniz, Rosa Ludgero da Cruz, José Ignácio Muniz (bisavô materno do Edson Angelo Muniz) e Ignácio José Muniz (filho). Ficando viúva, Purcina ainda teve mais dois filhos: João Severino da Silva e Maria Severina do Carmo.

 

        José Ignácio Muniz c.c. Ambrosina Cândida de Assis, filha de José de Souza Lima e Maria Cândida de Assis (José de Souza Lima é do Tronco Souza Lima, que também foi descrito no livro FAMÍLIA MUNIZ - TRONCO DO TRIÂNGULO MINEIRO). O casamento se deu em 9 de setembro de 1893, na Fazenda Santa Bárbara. Tiveram quatorze filhos: Laudimiro José Muniz, Jerônimo José Muniz, José Muniz de Souza "Nenê Muniz" (avô materno do Edson Angelo Muniz), Cândida Severino Muniz, Elvira Cândida Muniz, Pacífico José Muniz, Blandina Cândida Muniz, Maria Abadia da Cruz, Ignácio José Muniz (Neto), Antônio Nicácio Muniz, Marcílio Severino Muniz, João Muniz de Souza, Guilherme Severino Muniz e Ambrosina Cândida Muniz.

 

        José Muniz de Souza "Nenê Muniz" c.c. Helena Teixeira de Freitas, filha de João Antonio Teixeira e Rita Delfina de Freitas. O casamento se deu em 5 de maio de 1923, em Ituiutaba, MG. Tiveram onze filhos legítimos: Purcina Muniz de Menezes, Geraldo Muniz Teixeira, Gumercina Muniz Teixeira, José Muniz Teixeira, Doracina Muniz de Lima, Dorcina Muniz de Oliveira (mãe do Edson Angelo Muniz), Gercina Muniz Teixeira, Dalcina Muniz de Morais, Divino José Muniz, Joana Batista Muniz e Sebastião Inácio Muniz; e uma filha de criação: Maria Aparecida Muniz.

 

        Dorcina Muniz de Oliveira c.c. João Angelo de Oliveira "Neinho", filho de Francisco Gonçalves Angelo e Perciliana Maria de Oliveira. O casamento se deu em 31 de outubro de 1953, na Igreja Matriz de São José, em Ituiutaba, MG. Tiveram quatro filhos: Ednair Ângela Muniz, Edson Angelo Muniz, Edilson José Muniz e Ednazir Angela Muniz.

 

        Edson Angelo Muniz c.c. Helice Aparecida Domingos Muniz, filha de José Abadio Domingos e Amazília Jorge Miranda "Dona Marzira". O casamento se deu aos 19 de maio de 1979, na Igreja Matriz de São José, em Ituiutaba. MG. Tiveram duas filhas: Aline Domingos Muniz e Elisangela Domingos Muniz, e são avós do garoto Edson Angelo Muniz Vieira "Edson Neto", filho da Aline, que nasceu em 2 de abril de 2002. Em 2012 Edson e Helice se divorciaram. Em 7 de julho de 2014, Edson Angelo Muniz c.c. Onice Garcia Muniz "Nicinha", no Cartório de Registro Civil de São Pedro, SP.

 

 

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