FAMÍLIA MUNIZ
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor:


EDSON ANGELO MUNIZ
 

 

 

       

Um pouco de minha vida

 

Relato autobiográfico

 

            Eu, EDSON ANGELO MUNIZ, sou o segundo filho de João Angelo de Oliveira "Neinho" e de Dorcina Muniz de Oliveira. Nasci às 6 horas do dia 24 de março de 1956 (sábado), na Av. 23, Bairro Marta Helena, em Ituiutaba, Minas Gerais, e mamei o tão saboroso e importante leite materno até 1 ano e 10 meses de idade. Fui batizado na Igreja Matriz de São José, no dia 14 de julho de 1956, pelo Pe. Alexandre, e fiz a primeira comunhão aos 7 anos de idade (1963), na Igreja Nossa Senhora da Abadia, em Ituiutaba. Em 1957, minha família mudou-se de Ituiutaba para a Fazenda Santa Bárbara, para uma casa à beira do Rio da Prata, onde moramos até 1961. Este local e esta época ficarão gravados em minha mente para sempre.

        Aos meus dois anos de idade, na "balsa de baixo", lembro-me vagamente da caçada ao cachorro louco que estava amedrontando as pessoas e mordendo os animais da redondeza. Nós ficamos em nossa casa de pau-a-pique, coberta com folhas de bacuri. Na porta minha mãe colocou uma cama e por entre os arames do estrado ficamos observando lá fora. Subido em uma árvore à nossa porta, o Tio Sebastião (irmão de minha mãe), que tinha apenas 13 anos mas já era destemido, estava com um baita facão na mão, esperando pelo bicho para matá-lo. Mas o animal não apareceu. Minha mãe conta que um vizinho matou o cachorro doido no dia seguinte.

        A "balsa de baixo" foi totalmente construída por meu pai e fazia pouco tempo que ele a havia terminado. Certo dia ele foi mostrar a sua obra-prima para alguns visitantes e eu fui junto. Estávamos todos sobre os pranchões de entrada da balsa e eu, pequeno e gordinho, me agarrei às calças do meu pai. De repente, escorreguei e caí nas águas do rio, que naquele dia estavam bastante agitadas porque havia chovido muito. Meu pai pulou atrás de mim e quando voltei à tona ele me agarrou pelos cabelos, me deu uma bronca danada, algumas palmadas no traseiro e me mandou ir pra dentro, ficar junto de minha mãe. Esta foi o primeiro de uma série de três afogamentos que eu sofri no Rio da Prata (Rio de Águas Claras — por serem suas águas, na época das rasantes, tão límpidas, tão límpidas, que refulgiam aos raios do sol, como a prata).

        Depois nos mudamos para a "balsa de cima", e de lá as lembranças estão mais vivas em minha memória. Havia próximo à margem esquerda, do mesmo lado da nossa casa, perto da balsa, um banco de areia onde todos tomávamos banho e brincávamos. Quando a balsa estava ancorada do mesmo lado, eu chegava até às suas canoas caminhando pela areia. Certo dia, a balsa estava ancorada do outro lado do rio e nós estávamos brincando nesta areia. Comecei a andar para ir até à balsa e de repente afundei e comecei a beber água. Minha irmã Ednair, que estava me vigiando, vendo o meu desespero, avisou a meu pai que estava perto conversando com o Sr. Anselmo, dono da balsa. Meu pai mergulhou atrás de mim e me puxou para cima, me salvando pela segunda vez de um afogamento no Rio da Prata.

        Na terceira vez que me afoguei, eu já estava com 4 anos. A cisterna que havia na porta da cozinha de nossa casa estava sem água, então, meu papai colocou rodas em um barril grande para transportar água de uma mina existente do lado direito do rio. Todas as vezes de buscar água eu ia com ele. Neste dia, atravessamos na balsa, enchemos o barril-pipa e fomos lavar as mãos no rio. Subido em uma pedra, inclinei-me para pegar a água do rio com as duas mãos em forma de concha. Neste momento meu pai disse: — "Edson, cuidado para não ca...". E, "Tigum", eu já estava dentro do rio me afogando. Mais uma vez meu pai me tirou. Neste dia eu fiquei corado de tanta vergonha, porque tive que voltar pelado pra casa. Fiquei agachado o tempo todo, escondendo o "pingolim" das pessoas que estavam em cima da balsa, rindo de mim.

        Meu pai era proprietário de uma venda à beira do rio e da estrada. Certa vez, quando meu primo Hélio (filho do Tio Lázaro "Padeiro") foi passar uma temporada conosco, fizemos uma traquinagem: nosso quarto ficava do outro lado de uma das prateleiras da venda, onde meu pai colocou as garrafas de guaraná, e achamos (ou será que fizemos?) um buraco na parede de casqueiros por onde pegávamos as garrafas. E toda noite, eu, o Helinho e a Ednair, tomávamos guaraná mineiro. Quando o papai descobriu, o monte de garrafas debaixo das nossas camas já era enorme.

        O piso de nossa casa era de terra batida. Certo dia, de manhã, minha mãe havia aguado o chão da casa. Como de costume, meu pai levantou-se e foi ficar no "rabo do fogão", aquecendo-se com o fogo, enquanto minha mãe passava o gostoso café da manhã. Eu também não faltava, e ficava junto com meu pai. Neste dia, quando fui descer do fogão, pisei dentro de uma poça d'água e minha perna direita ficou paralisada por uma constipação. Não conseguindo andar, tive que usar uma muleta que meu pai construiu com uma forquilha, durante um ano. Minha mãe e minha Vó Nêga (mãe do meu pai) fizeram simpatias e orações e, com a graça de Deus, minha perna ficou normal e nunca mais andei de muleta.

        Nunca me esquecerei da gangorra que meu pai fez na gameleira que lá existia (há pouco tempo voltei àquele recanto e a velha gameleira estava caída, fulminada por um raio). Nesta gangorra balançávamos ao sabor do vento por sobre o Rio da Prata, às vezes impulsionados pelas mãos do nosso saudoso pai, às vezes pelas mãos do nosso amigo Joanir.

        O Tio Sebastião Inácio Muniz, nessa época, estava morando conosco. Eu, ele e minha irmã Ednair brincávamos na areia branca à beira do rio, bem na porta da cozinha. O Tio e a Ednair eram um casal de onças e eu o filhotinho. Eles fizeram um enorme buraco na areia e me colocaram dentro dele dizendo que iriam buscar comida para seu filhote. O tempo passou e nada da comidinha chegar. Comecei a chorar. Somente na hora do almoço é que minha mãe, dando por minha falta, perguntou aos dois onde eu estava e eles, olhando um para o outro com os olhos arregalados, saíram correndo para me tirar do buraco onde haviam me deixado. Que sufoco...

        Em 24 de novembro de 1960, quando acordei, havia um grande reboliço em nossa casa. A Vovó Lena esquentava água no fogão de lenha, a Vovó Nêga corria para o quarto da mamãe com panos e água quente. Fui até a porta do quarto para ver o que estava acontecendo e a Vovó Lena me mandou sair pra fora e ir brincar. Fiquei intrigado, mas obedeci. Pouco depois ouvi choro de bebê dentro da casa. Era a minha irmã caçula, a Ednazir, que acabara de nascer.

        Nosso cachorro amigo (eu disse "cachorro amigo" que é muito diferente de um "amigo cachorro") chamava-se "Leão". Ele era muito esperto. Lembro-me quando o Sr. Fausto Borba foi entrar com sua camioneta na balsa e o freio falhou. A camioneta passou direto e caiu dentro do rio. Sacos de arroz e de farelo que estavam na carroceria, foram rodando rio abaixo e meu pai, com sua canoa, impelida a varejão, tentava resgatar alguns sacos enquanto nosso "Leão" ia arrastando outros até a margem do rio. Ele não se intimidava com a correnteza e voltava para trazer outro volume de arroz preso aos dentes. Os sacos de farelo ele não conseguia por serem mais pesados. Nesse vai-e-vem conseguiu resgatar vários sacos de arroz. "Leão" até brincava de esconde-esconde conosco. Nós ficávamos escondidos e ele procurava até nos encontrar. Certo dia, o "Leão", que era destemido como ele só, enfrentou um Luís-cacheiro, e ficou com a boca e o focinho cheios de espinhos. Lembro-me que foi preciso o papai, o Joanir e o Tio Sebastião pegá-lo à força, amarrar nos esteios da balsa e tirar os espinhos com alicate. Como o coitado do "Leão" uivava! Depois, quando nos mudamos novamente para Ituiutaba, pra casa do Vovô Nenê e da Vovó Lena, na Vila Platina, o "Leão" estava na rua correndo atrás das cachorras no cio e foi atropelado por um motorista descuidado, morrendo no outro dia. Eu e a Ednair é que o encontramos morto debaixo do paiol. Nós mesmos o arrastamos até a sua última morada, às margens do Córrego do Carmo. Me lembro com saudades do grande amigo "Leão".

        Nesta época o nosso pai-professor-amigo-protetor João Angelo de Oliveira "Neinho" já nos ensinava a cartilha fazendo a "sopinha das letras" formando palavras e as continhas das quatro operações matemáticas. E ele, que só teve oportunidade de estudar na roça, cursando até o 4.º ano primário, sabia tudo: "Aprendi muito na escola da vida", ele sempre nos dizia. Meu pai, na juventude, foi um exímio tocador de acordeon e pé-de-bode. Ele mesmo contava que certa vez, ao tocar em um pagode na região da Fazenda Santa Bárbara, minha mãe, ainda solteira, e minha tia Lazica (irmã do meu pai), ficaram com muita raiva dele porque quando elas dançavam com um rapaz bem-apessoado, o toque era bem curtinho. agora, quando elas pegavam pra dançar um rapaz feio ou, pior, um bêbado, então ele tocava... tocava... tocava sem parar.

        Meu pai aprendeu a tocar acordeom com seu pai Nenê Padeiro (meu avô). Deles herdei o dom de tocar violão e viola, de cantar e de ser apaixonado pela música sertaneja raiz. Sou um grande fã da moda de viola e do mestre TIÃO CARREIRO, cujo parceiro maior foi o PARDINHO, dos quais tenho todas as músicas. Infelizmente eles partiram para a eternidade, mas, como eles mesmos gravaram a música A Viola e o Violeiro, composição do próprio Tião Carreiro e Lourival dos Santos, que diz "Morre o homem e fica a fama, e minha fama dá trabalho", eles nunca serão esquecidos.

        Durante a minha adolescência, nos anos 70, comecei a colecionar letras de músicas sertanejas. A maioria delas foram copiadas através do rádio, num programa da Rádio Platina de Ituiutaba, chamado "Ofertas Musicais", apresentado pelos locutores Fernando Santiago, Ricardo Abalém e Horácio Costa. Primeiramente copiei as letras em um caderno, tudo manualmente, em letras de forma, num total de 364 músicas. Depois, com a ajuda do meu amigo Élito Braz de Melo, fiz uma versão datilografada, em dois volumes. O Volume 1 com 300 letras e o Volume 2 com 200 letras. Levamos mais ou menos uns três anos para concluir essa empreitada, por isso, neste período, eu ainda copiei mais 136 músicas. E não parei por aí. Colecionei mais e mais letras de músicas sertanejas . Pensei em imprimir um livro do Volume 1, tipograficamente, mas não deu certo, devido à enorme dificuldade e falta de tempo. Mas, com a evolução vertiginosa do informática, a Gráfica EGIL, em 1990, adquiriu uma impressora off-set e um computador 386 com HD de 332 Mb e memória RAM de 8 Mb, — que na época era o de última geração no Brasil —, e uma impressora laser, com resolução de 300dpi — a EGIL foi a primeira tipografia da região a entrar na era da computação gráfica e eu fui o primeiro chapista eletrônico de Ituiutaba. Comecei, então, a digitar todas as músicas colecionadas. Montei 4 volumes com 250 músicas cada um, com letras sertanejas variadas, e um volume especial intitulado "Tião Carreiro Não Morreu", contendo 250 letras que foram gravadas por Tião Carreiro e um breve histórico sobre a sua brilhante carreira. Apesar de gostar de ouvir música caipira desde pequeno, principalmente das modas de viola, faltou-me determinação para aprender a tocar algum instrumento. Aos 14 anos me interessei pelo violão, mas quando eu via e ouvia meu amigo Paulo Roberto Lima (Paulinho) tocar, eu desistia. Passaram-se os anos, e só em 1981, já com 25 anos, em parceria com meu amigo Vicente de Paula Borges Almeida, aprendi os primeiros acordes de violão. E em 2002, com 46 anos, comecei a tocar viola caipira, sob os ensinamentos do senhor Joaquim (Mandari), agora, pretendo continuar meu aprendizado e estou aprendendo mais com um jovem violeiro de Ituiutaba, que tem muito talento, tanto para tocar como para consertar instrumentos, inclusive ele está fabricando a sua própria viola: o seu nome é DIDA DA VIOLA.

       Em maio de 1961, mudamos novamente para Ituiutaba, onde comecei a estudar no primeiro aninho, junto com minha irmã Ednair. Primeiramente, no Rotary, na Rua 36 entre avenidas 5 e 5-A, no Bairro Progresso, depois, na Capelinha da Vila Platina, onde funcionava uma escolinha municipal (hoje, no mesmo local, foi edificada a Igreja de São Judas Tadeu e a nossa igrejinha ficou escondida atrás da nova construção, servindo de salão paroquial). No Rotary todos tínhamos apelidos colocados pela nossa professorinha: Eu era o "Edinho", a Ednair a "Macaca do Tarzan", o Helinho (aquele do caso das garrafas de guaraná) "Leite Desnatado", por ser muito branco, e assim por diante. Nossa Professora era a Dona Cidinha, que gostava muito de todos os alunos mas tinha um carinho especial pelo "Edinho". Nossa família morava em uma chácara no Capão da Lagoa e todos os dias eu, a Ednair e o Helinho, íamos juntos pra escola. Na sala de aula eu sempre colocava os dois pés sobre a carteira e a professorinha dizia: "quando a D. Cidinha chamar 'Edinho', ele vai responder lá do alto das traves: 'presente' ". Nestas duas escolas muitos fatos aconteceram, mas um deles, quando estudávamos na Capelinha de São Judas Tadeu, Vila Platina, não me sai da memória: eu e minha irmã éramos inseparáveis — até hoje somos como unha e carne —. Minha irmã, sempre muito esperta e inteligente, se destacava dos demais alunos, por isso, nossa professora, a D. Zica (Guilhermina Moreira Maia), às vezes, lhe passava a "batuta" para que ela tomasse a lição dos colegas. O mesmo acontecia com uma outra menina — não me lembro o nome, por isso vou chamá-la de Maria —. Quando a Maria tomava a minha lição e eu errava, ela me colocava de castigo, ajoelhado sobre grãos de milho. Minhã irmã, por vingança, fazia o mesmo com o irmão de Maria. Isto foi criando um clima de hostilidade entre os quatro irmãos que certo dia explodiu em uma briga na hora da saída. Ednair e Maria se agarraram e puxavam os cabelos uma da outra. Maria, por ser maior do que a minha irmã, estava levando vantagem, então, sorrateiramente, cheguei por trás da Maria e apliquei-lhe um violento golpe na sua cabeça com a minha "Pastinha". Ela caiu no chão e nós saímos correndo pra casa (dentro da "pastinha", além da cartilha, da tabuada e dos cadernos, havia um penal de madeira. Coitada!...) Nunca mais fiquei de castigo por errar a lição.

        Depois disso, mudamos para a Fazenda Jacuba, e em 1964, voltamos pra Ituiutaba, e meu pai montou um armazém.. Eu e a Ednair passamos a estudar no Educandário Ituiutabano. Minha irmã, sempre mais ousada do que eu, matriculou-se no segundo ano, enquanto que eu, com receio de não dar conta das lições, matriculei-me no primeiro ano adiantado. Neste Educandário cursei até o 2.º e iniciei o 3.º ano primário.

        Em 1966, meu pai havia vendido o armazém e estava trabalhando como motorista do Rápido Triângulo, — empresa de ônibus que transportava passageiros de Ituiutaba para Cachoeira Dourada de Minas —, ali pernoitando. Para que ele pudesse fazer as refeições e dormir em casa junto da família, mudamos para Cachoeira Dourada. Ainda neste ano, no Ginásio "Dr. Camilo Chaves", terminei de cursar a 3.ª série e em 1967, a 4.ª série do ensino primário, e minha professora foi a Dona Márcia Antônia de Morais Arantes que, posteriormente, foi Superintendente da 16.ª SRE de Ituiutaba, MG.

        Em Cachoeira Dourada, MG, às margens do Rio Paranaíba, foi onde tive os primeiros contatos com as telas cinematográficas. No velho cinema do Sr. Kubitschek conheci o Zorro, o Tarzan, o Mazaropi, o Roy Rogers e vários astros do cinema mundial — meu pai era quem levava, no expresso, os rolos de fitas, por isso, toda nossa família não pagava ingresso.

        Também em Cachoeira Dourada, no Rio Paranaíba, eu me afoguei pela quarta e última vez em minha vida. Eu já tinha 11 anos e junto com alguns colegas e meu primo Helinho cabulamos a aula e fomos para o rio. Ao chegarmos numa corredeira, todos pularam pro outro lado. Eu tentei pular, mas por ser um dos mais pequenos do grupo, não consegui impulso suficiente, caí na corredeira e fui rodando até um redemoinho. Lembro-me até hoje de ver em minha frente uma pedra preta, depois disso, não lembro de mais nada. Desmaiei e voltei a mim pouco tempo depois. Desta vez não foi meu pai quem me salvou porque não estava junto comigo, quem me salvou foi nosso Pai do Céu com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida e do meu anjo da guarda. O rebojo ao invés de me puxar para o fundo do rio, jogou-me na areia, como num passe de mágica ou milagre.

        Foi ainda em Cachoeira Dourada que meu pai nos deu umas boas "lambadas". Nossa mãe é que mais nos repreendia, mas nesse dia eu e a mana Ednair fomos assistir a um espetáculo circense, sem o consentimento do papai e da mamãe. No meio do espetáculo, chega meu pai e nos tira do circo e na rua começa a bater em nós com o cinto. A Ednair saiu correndo e eu fiquei apanhando. Um soldado que ia passando, disse ao papai: "Roupa suja se lava em casa". E esta foi a resposta do meu pai: "A roupa é minha, por isso eu lavo onde eu quiser". Apanhamos muito, mas aprendemos a lição. A Ednair correu, mas apanhou em casa.

        Em 1968, mais uma vez voltamos para Ituiutaba, e eu me matriculei no Colégio São José, dos Padres Estigmatinos, onde concluí a 5.ª série primária. Lembro-me de dois professores desta época: o Pe. Mário Jacó Chudzick, professor de Matemática, Eletrônica e Física; e a Dona Margarida Branca, professora de História do Brasil.

        Em 1969, transferi os estudos para o Escola Estadual Israel Pinheiro, onde cursei a 6.ª, a 7.ª (1970) e a 8.ª (1971) séries do 1.º grau, e depois o 1.º e o 2.º científico, em 1972 e 1973, respectivamente. Comecei o 3.º científico em 1974 e 1975, mas não concluí, parei de estudar e fiquei 15 anos afastado dos bancos escolares. Somente em 1989 cursei o 3.º científico, no mesmo colégio de antes, para prestar o vestibular e ingressar na Faculdade, no Curso de Computação (PD). — Neste ano fui aluno do Professor Hélis Ferreira da Silva, com quem aprendi muito e que, me honrou escrevendo o prefácio do meu livro. — Fiz Faculdade durante três anos e em 1992 concluí o Curso de Tecnólogo em Processamento de Dados, no ISEPI — Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba, mantido pela FEIT — Fundação Educacional de Ituiutaba.

        Desde 1980 venho pesquisando sobre os meus antepassados e parentes em diversos graus. No ano de 2002, aconteceu o lançamento do meu livro, de genealogia, FAMÍLIA MUNIZ - TRONCO DO TRIÂNGULO MINEIRO

        Em 2004, fui indicado, por Regina de Souza Marques Almeida, que ficou sendo minha madrinha, para fazer parte da ALAMI - Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba, onde fui acolhido por unanimidade. Sou Acadêmico, ocupando a cadeira de número 26, e o meu Patrono é o amigo e ex-patrão, Jornalista Acácio Alves Cintra Sobrinho. 

        Aos 14 anos, escrevi alguns versos que posteriormente se transformaram em uma música sertaneja, com a qual participei do 1.º Festival de Música Sertaneja de Ituiutaba, em 1999. O coral foi feito pela minha filha Aline Domingos Muniz e minha prima Renata Silva Muniz, e contei ainda com a importante participação do grande amigo Romes (da dupla Romes & Myller), como tecladista. "Ituiutaba é um celeiro de artistas", Romes vem ressaltar esta grande verdade.

 

        MINHA INFÂNCIA

 

        Depois desta música, escrevi várias outras, algumas gravadas outras engavetadas. Veja uma delas, escrita em 12 de outubro de 2002, em homenagem aos meus tios Orípedes Muniz de Souza e Joana Batista Muniz.

        Agradeço ao meu amigo-professor Dida da Viola, que finalizou o solo e o acompanhamento da música, em minha viola caipira. Fiz uma gravação amadora, onde eu mesmo interpreto essa canção. 

 

 

       FAZENDA SALTADOR

 

 

        Em 2007, completei 50 anos. Fiz uma festa para marcar a data, que para mim será inesquecível. Nesse mesmo ano, escrevi um poema, uma autobiografia em forma de versos. Clique abaixo e leia-o:

 

 

       JOVEM MEIO CENTENÁRIO

 

 

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Minha Árvore Genealógica

 

Sextos-avós:   Pedro José Muniz (1750 - 1840) e Ana Maria das Neves

                            Jerônimo da Costa Pinheiro e Maria da Assumpção

                            Salvador Fernandes de Camaxo e Ana Antônia Carvalheira

                            Manoel Joaquim da Costa, Coronel (1754 - 1834) e Mariana de Souza Monteiro (1773 - 1828)

                            Francisco Joaquim de Souza e (nome desconhecido)

                            Lourenço Leme de Brito e Rosa Maria da Silva (1755 - 0000)

 

Quintos-avós: Joaquim José Muniz (1792 - 0000) e Maria da Cruz

                            Inácio José de Loiola e Ana Gertrudes Muniz (1786 - 0000)

                            Severino Ribeiro da Silva e Manoela de Lima

                            Joaquim de Souza Lima e Jovina Maria da Conceição

                            Manoel Joaquim da Costa Monteiro (1796 - 1844) e Antônia Joaquina de São Francisco (1798 - 1870)

                            Maria de Nazareth (0000 - 1862) e Ângelo Rodrigues Airão (0000 - 1860)  

 

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Nota: Os nomes citados acima, destacados em azul, foram informações importantíssimas de minha parenta, mineira de Campestre,

Eneiva Glaúcia de Souza Franco, a quem eu agradeço de coração, que publicou o livro Pedro José Muniz – História,

Genealogia e Memórias. Neste belíssimo trabalho vamos encontrar os descendentes destes nossos antepassados.

Contatos com a autora: eneivafranco@axtelecom.com.br.

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Tetravós:        José Ricardo Muniz (1814 - 0000) e Mariana Beatriz da Conceição

                          Manoel Severino da Silva (1828 - 0000) e Rufina de Souza

                          Francisco Ângelo Rodrigues (1823 - 1909) e Mariana de Souza Monteiro (1829 - 1893)

 

Trisavós:        Ignácio José Muniz (0000 - 1877) e Purcina Maria de Jesus (1846 - 1938)

                          José de Souza Lima "Zeca Souza" e Maria Cândida de Assis

                          Francisco Angelo de Souza "Dindinho" (1854 - 0000) e Maria Ignácia de Souza "Dindinha"

                          Antonio da Silva e Claudina Maria de Jesus

                          Belarmino Bernardes de Souza e Perciliana Inocência de Jesus

 

Bisavós:         José Inácio Muniz "Vovô Juca" (1875 - 1926) e Ambrosina Cândida de Assis "Vovó Bosa" (1878 - 1974)               

                          João Antônio Teixeira e Rita Delfina de Freitas

                          Pedro Gonçalves de Souza e Rita Angelo de Souza "Rita Padeira" (1880 - 0000)

                          Antônio Vicente da Silva (0000 - 1937) e Rita Belarmino de Oliveira"Rita Margosa" (1881 - 1944)

 

Avós:             José Muniz de Souza "Nenê Muniz" (1900 - 1988) e Helena Teixeira de Freitas "Vovó Lena"(1903 - 1983)

                        Francisco Gonçalves Angelo "Nenê Padeiro" (1900 - 1957) e Perciliana Maria de Oliveira "Vovó Nêga" (1898 - 1966)

 

Pais:               João Angelo de Oliveira "Neinho" (1931 - 1996) e Dorcina Muniz de Oliveira (1934 - 2008)

 

1.a Esposa:  Helice Aparecida Domingos Muniz (1957) e EDSON ANGELO MUNIZ (1956) - Divorciados

 

Filhas:            Aline Domingos Muniz (1981) e Elisangela Domingos Muniz (1984)

 

Neto:               Edson Angelo Muniz Vieira "Edson Neto" (2002)

 

2.a Esposa:   Onice Garcia Muniz (1958) e EDSON ANGELO MUNIZ (1956) - Casados desde 07/07/2014.
 

                         Não têm filhos.

 

 

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