FAMÍLIA ANGELO
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

 

JOSÉ ANTÔNIO TEIXEIRA "VÉIO TEIXEIRA"

       


     

José Antônio Teixeira nasceu em 28 de janeiro de 1905, filho de João Antônio Teixeira e Rita Delfina de Freitas, conhecida por "Ritinha". Véio Teixeira se casou com Lázara Ribeiro de Souza, filha de João Mendonça Ribeiro, o "João Nêgo", e Joana de Souza Mendonça, em janeiro de 1939, na Capela de São Jerônimo, em Gurinhatã, MG. Véio Teixeira e Lázara tiveram cinco filhos.



*

 

Véio Teixeira, apesar de magro e meio surdo, era forte e sadio, e trabalhava muito.

Havia um mutirão para quebrar milho, lá estava o Tio Véio, com a mão na massa, ou melhor, nas espigas. Quebrava daqui, quebrava dali... Uma vez, em meio ao milharal, encontrou uma cabaça grande, muito viçosa. Pegou-a, todo sorridente. Contudo, ao examiná-la melhor, constatou que os cupins a haviam estragado por baixo. Decepcionado, deixou-a ali mesmo, e continuou seu trabalho.

Nisto, chegou seu compadre, o Tio Marcolino Pato, que, também, não escutava bem. Cumprimentou o Tio Véio, quase aos gritos:

— Tarde, cumpade Véio, cumé que tá?

— Tudo bem, cumpade Marcolino!

Tio Marcolino, ao ver a bonita cabaça, pegou-a, para examinar, e continuou a conversa:

— E a cumade Lázara, tá boa?

Tio Véio respondeu:

— Tá muito boa não, cumpade. "Tá bruquiada por baixo."



*

 

Tio Véio Teixeira, em 28 de janeiro de 1999, completou 95 anos e, no dia seguinte, morreu. Seus últimos anos de vida foram passados em Uberlândia, em uma casa no Residencial Gramado. Sempre gostou de uma pinguinha da boa, e tomava seu traguinho todos os dias.

Com a idade avançada, as filhas o levavam, regularmente, ao médico. Em uma de suas consultas, o médico lhe disse:

"Senhor José, o senhor tem que parar de beber, a pinga está lhe fazendo mal. Vamos combinar assim: o senhor toma somente um traguinho, na hora do banho". A partir daquele dia, o Tio Véio pedia para tomar banho, de hora em hora...

Em outro dia, foi levado ao médico para exame da próstata. Quando o médico lhe pediu para ficar de quatro, e informou que faria o exame de toque, ele ficou brabo, gritou, xingou, e não permitiu.

No dia seguinte, um vizinho, afeminado, foi visitá-lo. Ao vê-lo, Tio Véio disparou:

"Ó, Vanderlei, o médico queria enfiar o dedo no meu butão! Ele tá achando que eu sou viado, igual ocê!"

 

 

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