FAMÍLIA ANGELO
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

 

MARLEIDA PARREIRA ROCHA

       


     

Marleida nasceu em 28 de fevereiro de 1967, no Hospital São José, na cidade de Ituiutaba, MG. Filha de Lourisvaldo Parreira de Freitas, o "Nêgo", e Maria Divina Parreira, conhecida por "Fiota".

Marleida se casou com José Vicente Rocha, o "Rocha", filho de Geraldo Rocha e Margarida Magalhães Rocha, no dia 6 de abril de 1991, na Igreja Presbiteriana de Ituiutaba. Rocha e Marleida têm duas filhas.

Marleida é Professora graduada em Normal Superior pela Universidade Federal de Uberlândia. Pós-graduada em Supervisão Escolar pela Universidade Católica de Uberlândia. Mestra em Psicanálise, Educação e Sociedade pelo Instituto superior de Educação e Teologia, de Itanhaém, SP. Professora — Educação Básica — na Escola Estadual João Pinheiro, e Coordenadora Pedagógica na Escola Municipal Francisco Antonio de Lorena, ambas em Ituiutaba.

 

Leia, abaixo, alguns textos de Marleida.

 

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PROFESSOR ALFABETIZADOR
 

A tarefa do alfabetizador é bastante complexa e envolve muita responsabilidade, já que atua em um momento de formação da personalidade de um indivíduo. Seu trabalho não se resume a lidar com conteúdos, vai além, envolvendo os aspectos intelectual e físico. Cabe ao educador-alfabetizador desafiar e oferecer suporte para que a criança possa avançar, ensinar os discentes a buscar pontos de vista diferentes para suas hipóteses. Ele é o sujeito mais importante na formação do aprendiz. A desvalorização atual do educador, jamais, pode influenciar as aulas. A sala de aula é um espaço sagrado em que o aluno merece ser valorizado e incensado pelo afeto e saber. Assim sendo, é inadmissível que “se jogue” nas salas de alfabetização, principalmente, nos anos iniciais, profissionais despreparados e desprovidos dos conhecimentos essenciais para o bom desempenho da prática pedagógica e, sobretudo, alheios ao nível de aprendizagem que cada educando se encontra e as reais necessidades deles para intervir na zona de desenvolvimento proximal, de forma consciente e segura, respeitando diferenças, ritmos e particularidades, dispensando-lhes um olhar holístico e afetivo.

Chalita (2001) discursa, com sabedoria, que o professor que se busca construir é aquele que consiga ser de verdade um educador. Aquele que conhece o universo do educando, que busca aproximar de sua realidade, que tem bom senso, permite e proporciona o desenvolvimento de seus alunos. O educador deve ter entusiasmo, paixão, vibrar diante das conquistas dos seus aprendizes, sem discriminação, valorizando a todos, sem distinção, saber viver com os mesmos diante da diversidade, em todos os sentidos. Deve ainda, o bom professor, ser politicamente participativo, fazer com que suas opiniões tenham sentido para os ouvintes, ciente da responsabilidade de conduzir um processo de crescimento humano, de formação de cidadãos, de fomento de novos líderes.

Diante da crise existencial que a sociedade contemporânea enfrenta e considerando, também, que, hoje, a criança se incorpora cada vez mais cedo a instituições diferentes da família, urge a relevância de um profissional qualificado, apto e que se identifique com esta faixa etária. Antes, alfabetizar era apenas ensinar a decodificar ou ensinar as relações entre letras e sons. Na atualidade, trata-se de trabalhar com a escrita e a leitura para que os alunos possam fazer uma leitura crítica do mundo e participar ativamente da cidadania. Se antes, a alfabetização era centrada em métodos de ensino, passa a ser focalizada nos processos do aprendiz.

É necessário voltar os olhos para a base, de onde brotam virtudes, potências, sonhos, mas também, traumas, frustrações e fracassos. Se a base não estiver bem consolidada, os “edifícios humanos” desabarão, provocando angústias, desilusões e depressões. O educador-alfabetizador deve propiciar atividades, situações e recursos que levem o cliente a aprender a aprender, promover interações; monitorar o aluno nas atividades e situações; intervir buscando modificações; guiar, orientar, auxiliar, elevar a autoestima; contribuir para ampliar a visão de mundo; usar incentivos de atenção e motivação; ter capacidade para observar, escutar, analisar e refletir.

Desta forma, conclui-se que para ser um alfabetizador, não basta conhecer bem a disciplina que leciona, é preciso estar receptivo; considerar e saber identificar a etapa de desenvolvimento na qual o aluno se encontra; construir um ambiente alfabetizador na sala de aula; sentir-se bem física e psicologicamente; estar bem informado sobre tudo o que diz respeito à alfabetização; saber lidar com situações inesperadas; ser criativo, observador, interessado, disposto e, acima de tudo, afetivo. Desenvolvendo um amor que ensina, que exige, que enobrece a alma, desejando constantemente florescer no ambiente onde Deus o “plantar”, cuidando dos brotos que a cada ano surgem em seu caminho, para que se transformem em frutos raros, trazendo um brilho especial nos olhos, para semear a esperança de um futuro de sucesso.

 

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Publicado no Jornal do Pontal em 19 de outubro de 2010.

 

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MILAGRES
 

“Existem dois modos de viver a vida:
um é como se nada fosse milagre;
o outro é como se tudo fosse um milagre.
Eu acredito no último.”
(Albert Einstein)

 


            Nem mesmo quem teve o privilégio de presenciar um fato dito como milagre, pela sua natureza inexplicável, estranha e admirável, conseguirá descrever com exatidão os sentimentos aflorados em seu ser ao vivenciar a maravilha da transformação ou reversão de algo que, aos olhos humanos descrentes, parecia impossível, extraordinariamente realizado pela intervenção Divina.
            Mas afinal, o que são milagres?
            Para muitos eles não existem. Para outros, eles acontecem todos os dias: no despertar de mais um dia, no brilho do sol, na chuva que cai, no crescimento de uma semente, no nascimento de uma criança, em uma viagem bem-sucedida, entre outros. Ainda existem aqueles que creem que milagres são acontecimentos ou efeitos cuja causa escapa à razão humana e que raramente acontecem, pois os acontecimentos mencionados anteriormente já se tornaram tão comuns e naturais que perderam a magia do encantamento.
            As pessoas do primeiro grupo citado só mudarão de opinião se de repente se tornarem testemunhas da cena de um fato incomum, com a comprovação de uma mudança clara, evidenciando o antes e o depois. Assim mesmo, haverá aqueles que diante da comprovação milagrosa criarão argumentos negando o sobrenatural.
O segundo grupo é composto de indivíduos gratos e fervorosos que aprenderam a desfrutar e apreciar as maravilhas do Criador, louvando ao Pai pelas bênçãos recebidas cotidianamente, mesmo diante das adversidades.
            O terceiro grupo crê, mas talvez as atividades diárias tenham tomado tanto o seu tempo que têm deixado a vida “passar” diante de seus olhos, tendo perdido a capacidade de admiração pela grandiosidade da perfeição de Deus.
            O fato é que os milagres existem e estão disponíveis a todos. A todos os que creem, pois a fé é a força motriz que leva o ser humano a receber aquilo que tanto almeja. Aquele que crê busca em oração e súplicas e encontra respostas a seus pedidos e aflições, porém nem sempre o que desejamos tanto será benéfico para nossas vidas, assim sendo, precisamos estar atentos às respostas de Deus, que sonda os nossos corações e sabe o que realmente nos fará bem. Porque para o homem muitos caminhos parecem bons, mas afinal podem levar a destinos indesejáveis. O coração humano traça planos, mas a resposta certa vem do Senhor.
            Serei sempre agradecida a Deus pelo milagre efetuado na vida de minha querida filha Jaqueline, que acaba de completar dezoito anos pela graça Divina, tendo enfrentado um coma aparentemente irreversível após um atropelamento há quatro anos. Sua vida é a prova viva de que os milagres existem! Louvado seja Deus por permitir que ela continue alegrando a vida de todos que a amam com sua presença meiga e carinhosa.

 

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Publicado no Jornal do Pontal em 2 de agosto de 2011.

 

 

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RESGATANDO O AFETO
 

Estamos vivenciando uma época de relações transitórias e superficiais. O ser humano está sozinho, embora rodeado de pessoas.

Houve um tempo em que ninguém tinha onde se colocar a sós. Sempre havia alguém disposto a narrar histórias mirabolantes e crianças interessadas em ouvi-las, com um brilho especial no olhar, para posteriormente tecer fantasias eternas em suas mentes descansadas.

Os indivíduos sentiam desejo em visitar, levando em sua bagagem um abraço ou uma palavra de conforto a quem, geralmente, recebia com alegria, sentindo prazer em abrir a porta para os que chegassem, mesmo sem aviso prévio.

Havia disponibilidade para ouvir o outro, sem preocupar-se em dispor de escasso tempo livre para si mesmo, e a solidariedade para auxiliar o próximo, sem aguardar retribuição.

As pessoas frequentavam igrejas para orar, não visando solicitar bênçãos para um grupo tão restrito.
Há uma crise existencial na sociedade contemporânea. O cidadão está inserido em um ambiente letrado e tecnológico, porém estão prevalecendo as relações tumultuadas e traumáticas. Nunca os consultórios psiquiátricos foram tão requisitados como na atualidade. A família, que serviu de espelho para os civilistas, não existe mais. Os pais possuem direitos e deveres iguais para com os filhos, no entanto, não exercem mais o controle sociocultural e eticorreligioso deles. O mercado, a mídia, “os games”, a informática estão provocando o chamado pensamento acelerado. Os programas de televisão, a moda, os vícios estão ocupando as mentes, deixando-as poluídas, sobrecarregadas, cansadas!

A família está se dissolvendo gradualmente, o organismo familiar se esfacelou, parecendo ter perdido os padrões de referência, e se tornando vulnerável aos novos conceitos psicológicos. Os pais demonstram estarem confusos como seres humanos, perderam a estabilidade das relações conjugais. Os filhos, por sua vez, sem controle, não vislumbram a direção.

Para compensar a falta de tempo, os progenitores buscam de todas as formas, mesmo sacrificando-se, satisfazer as exigências da prole, sem perceber que objetos de destaque na mídia jamais preencherão a lacuna da falta de carinho, de atenção e de diálogo. Aquele que não consegue atender aos incessantes apelos dos filhos, pela ânsia do consumismo, sente-se angustiado, frustrado e até culpado diante da esdrúxula competição atual.

Esse novo cenário doméstico tem criado adultos com dificuldades de impor limites. Crianças e adolescentes passam a maior parte do dia diante da televisão ou do computador... Sozinhos! Egoístas! Não aceitam ser incomodados.

Ninguém consegue olhar fixo no olho do outro, quiçá por receio de visualizar a sensibilidade alheia. É quase inexistente quem se sinta feliz ao receber e ser um bom anfitrião, pois, em seu parco tempo de lazer, não quer ser perturbado. Até as igrejas têm sido alvos de buscas por recompensas pessoais, que, quando não satisfeitas, provocam ausências.

Urge uma reflexão e uma conscientização por parte de pais e demais educadores para a necessidade de uma nova visão: a formação do caráter, a sensibilização dos sentimentos, a potencialização das virtudes, resgatando o afeto — que demonstra ser a mola propulsora das ações —, o diálogo, o olho no olho, o respeito mútuo, a ética, procurando salientar esforços, elogiando, estimulando, motivando, descartando prováveis emulações e elevando a autoestima.

O indivíduo precisa ser olhado de forma holística e sentir-se acolhido, para que as relações nasçam no respeito ao espaço e ao papel de cada um em um ambiente equilibrado e, acima de tudo, feliz.
 

“Acima de tudo, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3:14).

 

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Nota: esta crônica foi publicada no livro Família Angelo - Tronco do Triângulo Mineiro, de Edson Angelo Muniz.

 

 

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AMOR AO PRÓXIMO

 

 

Infelizmente “parece” cada vez mais esquecido um dos mais belos mandamentos que Deus delegou aos seres humanos: Amar ao próximo como a nós mesmos. Digo “parece” porque creio que devemos questionar a qualidade do amor que nós, na contemporaneidade, temos demonstrado nutrir pelo nosso “eu”. Estamos, geralmente, sobrecarregados de afazeres e preocupações, como consequência de uma busca desenfreada pela realização pessoal ou profissional e o suprimento das excessivas exigências que o mundo nos impõe, acarretando, sutilmente, sérios prejuízos à saúde física e mental. O raciocínio é: Se nem a nós mesmos temos dispensado um tratamento cuidadoso, como manifestar afeto ao outro?

Apesar das fatigas diárias, como cristãos, devemos esforçar-nos para fazer a diferença onde Deus nos “plantar”, pois, estes lugares ficam, com certeza, impregnados pelas nossas marcas, rastros e impressões, porque aí germinam as sementes dos frutos que produzimos. Também reproduzimos ao compartilharmos ideias, sonhos palavras de encorajamento, estímulos…

Sempre permaneceremos vivos na memória daqueles que conquistamos, porque outros poderão substituir-nos realizando as tarefas destinadas a nós, mas nunca serão a mesma “planta” que somos, porque cada ser é único em sua existência. Aqueles que se sentem acolhidos e queridos pela nossa pessoa, sempre sentirão o perfume das “flores” que de nós desabrocharam, ainda que distante. Precisamos estar prontos para brotar em diversos canteiros, conforme a vontade do Pai, desejando abençoar vidas, rogando sempre a Deus para que de nós sobressaia muito mais as “rosas” do que “espinhos”, perdoando ofensas que porventura venhamos a sofrer para que possamos fazer a oração do Pai Nosso de forma consciente e tranquila, esperando assim também ser perdoados por Deus pelas infinitas faltas que cometemos cotidianamente.

 

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios :32)
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O PODER DAS PALAVRAS

 

 

As palavras nos lábios de sábios edificam, enaltecem, incentivam, estimulam, avivam, enobrecem, curam, cativam e provocam satisfação, entusiasmo, desejo de viver e ser produtivo. Na boca de insensatos que fazem mau uso das mesmas, acarretam ao outro desconforto, decepção, angústia, desânimo, mágoa e até o desejo de desistir da vida. O ser humano experimenta ao longo de sua existência o gosto doce ou amargo destes dois “sabores”.

Todo vencedor com certeza traz em sua bagagem palavras de encorajamento ou a lembrança de “falas” que despertaram em si o anseio de “lutar” e persistir na busca de seus ideais, entretanto os derrotados ou acomodados certamente cruzaram com “matadores de sonhos” que conseguiram penetrar em suas mentes disseminando sementes de pessimismo, rejeição, insegurança, medo... Que infelizmente criaram raízes difíceis de serem arrancadas.

Precisamos refletir se nossas palavras tem sido bênção ou maldição na vida de nosso próximo, pois uma vez proferidas não têm como ser devolvidas. Alguns, impensadamente, acreditam que podem ferir profundamente o ser humano desferindo sobre ele palavras malditas oriundas lábios felinos e depois camuflar a lesão com um simples pedido de desculpas. Outros, incapazes de admitir ou perceber seu erro, seguem seu caminho semeando discórdia e destruição por onde passam, prejudicando a si mesmo e os demais que o cercam, tornando o s dias mais difíceis e o ambiente “pesado” com suas lamúrias, murmurações, intolerância, mau-humor, falta de ética, respeito e amor ao próximo.

Que Deus nos ajude a viver de maneira que nossa ausência seja notada e até lamentada. Que nossa presença seja agradável e desejada. Que de nós possa sobressair muito mais as virtudes do que as falhas para que na retrospectiva de nossos atos possamos envergonhar pouco de nossos raros momentos de estupidez, já que não somos perfeitos. Se não pudermos ser a alavanca que impulsiona, que não sejamos também a pedra de tropeço na trajetória alheia.

 

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SABEDORIA

 

 

Estamos iniciando mais um ano, um portal desconhecido se abre à nossa frente, capítulos novos para as histórias de nossas vidas, momentos felizes ou surpresas que não gostaríamos de presenciar. A forma como pensamos e agimos com certeza contribuirá de maneira significativa para que tenhamos sucesso e sejamos abençoados nesse novo ciclo de nossa existência.

É através dos atos mais simples do dia-a-dia que revelamos o nosso caráter e precisamos estar vigilantes, pois, por um pequeno deslize de conduta, destruímos a boa imagem que construímos através de décadas aos olhos de nossos semelhantes. Certamente é sábio quem utiliza o conhecimento e as experiências acumuladas de forma sensata e elegante, porque diplomas e certificados muitos podem adquirir, mas a admiração e o respeito poucos conseguem conquistar. Alguns parecem acreditar que serão ouvidos pelos seus gritos, sem perceber que muitas vezes somos queridos ou repelidos de acordo com o tom de voz que empregamos. Outros só querem falar e se esquecem da relevância de saber ouvir, porque é certo que aprendemos muito mais ouvindo, que falando.

Devemos pedir a Deus que nos dê sabedoria para não criticar, sem antes tecer um elogio ou apontar uma solução; não julgar, para não correr o risco de ser injusto; não cobrar o que não formos capazes de oferecer; preferir auxiliar de que acomodar; agradecer ao invés de pedir; agregar mais que subtrair; conter-nos para não agir por impulso e depois nos arrepender; espalhar alegria e otimismo em vez de provocar intrigas e decepções; acolher sem excluir e ter sempre uma palavra de fé e conforto para os que porventura estiverem descrentes e desanimados.

 

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MEMÓRIA SELETIVA

 

 

Um cheiro, um lugar, uma música, podem transportar-nos num instante para o arquivo de nossas memórias, de várias etapas de nossa existência e muitas vezes nos surpreendemos sorrindo, recordando gestos ou palavras que nos ajudaram a moldar o caráter de forma positiva, mas também podemos “acessar” no mesmo local lembranças de atitudes alheias que nos fizeram sentir diminuídos, infelizes, incompetentes, inúteis, deixando marcas profundas de feridas mal cicatrizadas. Alguns, conseguem seguir em frente em busca de seus ideais, apoiando-se no seu amor próprio e na esperança de dias melhores, por enxergar a vida de maneira otimista. Outros fixam os olhos da alma no retrovisor, como se o cérebro ficasse “atolado”, atormentados e presos a circunstâncias que lhe provocaram um turbilhão de sentimentos desfavoráveis que causaram mágoas, angústias e decepções, assumindo geralmente papéis de vítimas, acomodando-se numa rotina de lamúrias, rendendo-se à tristeza e desmotivação. No entanto, com determinação, creio que qualquer ser humano é capaz de treinar o seu cérebro para selecionar suas memórias, numa espécie de filtro, deixando de fixar seus pensamentos em momentos ruins do seu passado, procurando ocupar sua mente com fatos que lhe proporcionaram alegria, ainda que passageiros, sendo gratos por cada bênção recebida, como acordar todas as manhãs e poder admirar à cada dia um novo cenário desenhado pelo Criador; o sorriso de alguém que amamos; o abraço de uma pessoa querida; a capacidade de poder trabalhar e ajudar o próximo ou simplesmente pelo privilégio de falar com Deus a qualquer hora e em qualquer lugar. Se for possível, encha o ambiente com uma boa música de louvor, elogie as pessoas que te cercam, procurando valorizar mais as qualidades do que as falhas, tentando relacionar com as pessoas tratando-as como gostaria de ser tratado, se for necessária a crítica, que seja construtiva.

Devemos estar cientes que ao permitirmos que sentimentos negativos inundam o nosso ser, seremos obrigados a conviver com eles, sofrendo assim as consequências dolorosas de suas contra indicações. Não podemos mudar o nosso passado, mas podemos tirar de todos os acontecimentos, bons ou ruins, experiências que, olhadas sob um ângulo sábio, ajudarão a nos tornarmos cada vez mais fortes.

 

“Tudo que alguém fez para você no passado não tem poder sobre o presente. Só você pode dar esse poder.” Oprah.

 

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Comentários de Edson Angelo Muniz:

 

Marleida, li mais dois de seus textos: “Amor ao próximo” e “O poder das palavras”. Eles nos trazem muitos ensinamentos. Parabéns!

No primeiro, você faz uma analogia muito bonita, facilitando o entendimento da mensagem que você quer passar ao leitor. E, como a humanidade está cada vez mais egoísta e precisando muito de aprender a amar ao próximo, você está contribuindo com o propósito de Deus, ensinando aos semelhantes a lei maior dele: a do amor. Um amor incondicional, que não tem limite, ou seja, devemos amar a Humanidade inteira, não apenas os mais próximos. Se nós fôssemos mais humildes, mais pacientes, mais caridosos, o mundo seria mais bonito, e o amor predominaria.

No segundo, escondida nas entrelinhas, vamos encontrar a mesma lei citada no primeiro, porque, "quem ama o próximo como a ti mesmo" não o fere com palavras, não o leva por caminhos tortuosos, enganando-o com palavras bonitas. E você frisou bem: uma palavra proferida, não tem volta, é como uma pedra lançada contra uma vidraça; os estilhaços são tantos que será impossível reconstituí-la.

Continue escrevendo mensagens assim, pois são gostosas de se ler e de se compreender. E, quem sabe, num futuro próximo, você esteja publicando um livro seu, de mensagens e crônicas...

 

 

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