FAMÍLIA ANGELO
Tronco do Triângulo Mineiro

Autor: Edson Angelo Muniz

 

FRANCISCO CARLOS DE OLIVEIRA "CHIQUINHO"

       


     

 

Chiquinho nasceu em 16 de junho de 1961, filho de Lázaro Batista de Oliveira, o "Lázaro Padeiro", e Maria Helena de Oliveira. Chiquinho se envolveu amorosamente com várias mulheres e teve três filhos, cada um de mães diferentes: Rafael Garibaldi Rosato Silva Oliveira, Daniela Cesário de Oliveira e Gizele Oliveira. Em 1989, no Cartório de Registro Civil de Catalão, GO, Chiquinho se casou com Marina Pereira da Silva, e tiveram dois filhos: Yohanna Mirella Silva Oliveira e Yancarlo Silva Oliveira. Separando-se de Marina, ele ficou numa boa vida, até que se casou novamente, com Érica Carvalho Rosato Silva, com quem teve mais um filho: Nicholas Carvalho Oliveira.

O primo Chiquinho sempre foi carismático, amigo e, desde pequeno, tinha muita intimidade com a bola. Eu pensava que ele iria ingressar-se em um time grande e ser jogador de futebol. Em 1979, representando a EGIL — Editora Gráfica Ituiutaba Ltda. — disputamos o Torneio Incentivo do Ipê Country Club — clube recreativo que há muitos anos foi desativado — e ganhamos a taça de Campeão, na modalidade Futebol de Salão. O time era formado por Cebolinha, Edson Angelo Muniz (ganhei medalha de goleiro menos vazado da competição), Silmar, Paulinho e Francisco Carlos de Oliveira "Chiquinho".

Inteligente e estudioso, Chiquinho abandonou as quadras e os campos e partiu para os bancos das faculdades. Formou-se em Matemática Básica, em Uberlândia, MG (1986),  e  em  Física,  em  Franca,  SP  (1987), pós-graduou-se em Matemática e Física (1988) pela Unifran, e bacharelou-se em Direito pelo CISUC — Centro de Ensino Superior de Catalão, GO (1992).

 

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Texto escrito por Marild Aparecida Angela de Oliveira:

 

Nasce, em 16 de junho de 1961, na cidade de Ituiutaba, Minas Gerais, Francisco Carlos de Oliveira, filho de Maria Helena de Oliveira e Lázaro Batista de Oliveira "Lázaro Padeiro".

Ainda pequeno, Francisco passou por um trauma, que deixou todos preocupados, ao cair num poço, na fazenda Jacuba. Sua mãe, para salvar a vida de seu primogênito, não hesita em descer rapidamente as frágeis escadas para resgatá-lo. O poço era profundo e Francisco, com apenas dois anos de idade, fora até o poço e removera a tampa que o encobria. Tentara descer as escadas mas acabara caindo no poço. A tampa do poço se fechara novamente e a mãe, que tivera uma intuição, correra para salvá-lo, pegando-o em seus braços quando estava se afogando.

Outra proeza: aos cinco anos, Francisco encheu um ônibus de meninos — ônibus que chamávamos de Jardineira — e desceu uma ladeira, vindo o pai para acudir.

Deus o predestinou a ser vencedor mesmo desde pequeninho.

Um belo dia, em Cachoeira Dourada, Minas Gerais, quando ele estudava na primeira série, o telhado da escola caiu em cima dos alunos e ele, mais que depressa, saiu correndo com seu copo verde na mão. Graças a Deus foi salvo mais uma vez.

Morando em Ituiutaba, a diversão dele e de seu irmão, Teco, era jogar futebol nos campinhos de terra do Bairro Junqueira.

Aos oito anos de idade, quando vendia leite para ajudar na parca renda familiar, teve uma ideia para driblar a concorrência: passou a entregar o leite mais cedo que os outros leiteiros, conseguindo aumentar sua freguesia; e a reação da concorrência foi denunciá-lo para que parasse. Além de leite, vendia gás, carregando-o em sua bicicletinha.

Nada disso o impediu de galgar os degraus do saber. Sempre falara para sua mãe, desde pequeno, apesar de trabalhar na roça, que seria um doutor. Seus pais eram semianalfabetos, mas sempre fizeram
questão de que seus filhos estudassem.

Na escola, destacava-se por sua inteligência.

Trabalhando numa farmácia, conseguiu pagar seus estudos de inglês no CCAA de Ituiutaba.

Em 1981, quando ajudava seu pai a fazer carvão nas carvoeiras da região de Ituiutaba, mais uma fatalidade aconteceu: o caminhão desceu sem freio uma serra e ele, esperto, junto com seu pai, conseguiu parar o veículo, sabe-se lá como. Deus mais uma vez o salvou de uma tragédia.

Quando foi servir o exército, em Uberlândia, ingressou na Universidade Federal, onde iniciou o curso de letras e posteriormente graduou-se em Matemática e Física. Conseguia sobreviver lecionando Matemática e Física. Chiquinho retornou a Ituiutaba anos depois onde montou uma escola de idiomas, que não decolou.

Posteriormente, em Catalão, Goiás, conseguiu montar outra escola de idiomas e assim pôde estudar Direito. Finalmente encontrou o caminho que o levou a Brasília. Conseguiu passar no concurso para procurador do estado de Tocantins, em Palmas.

Daí por diante o céu era o limite. Em Brasília, conseguiu montar franquias do CCAA em cinco cidades satélites. E não parou por aí. Seu trabalho notável e bem-sucedido rendeu-lhe o convite para ser coordenador da procuradoria do Estado de Tocantins em Brasília, sem contar a excelência que demonstra ao atuar como advogado.

Em 2007 nasceu Nicholas, o filho caçula de Francisco, com sua esposa Érica.

Em 2008, quando vinha de Brasília para visitar sua mãe em Ituiutaba, Minas, uma pedra enorme, parecendo ter caído do céu, atingiu o seu carro, quase causando um terrível acidente, mas, felizmente, a mão de Deus o salvou mais uma vez.

O que quero demonstrar com essa história é o exemplo que meu irmão Chiquinho deixa para sua família e sobretudo para seus filhos. As dificuldades não foram nada mais que combustíveis para a realização de seus sonhos. E dificuldades houveram antes que chegasse onde chegou, mas ele as superou.

Filho amável, pai de família dedicado, esposo, amigo, companheiro, irmão, profissional... Chiquinho, nós todos o amamos e desejamos a você uma vida de amor e felicidade.

 

      

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